quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
2013... O ANO DE PROFUNDAS REALIZAÇÕES
Enfim, após tanta controvérsia sobre o fim do mundo em dezembro passado, chegamos em 2013. Com toda a certeza este vai ser o melhor ano de minha vida. As realizações em todos os campos serão profícuas e concretas. Os sonhos existirão para que eu possa colocá-los em realidade. De que adianta querer existir se não se sonhar um sonho sequer? Ao lado da poesia ( que consome a minha vida), estarei também pisando no concreto nu e cru da realidade. O caminho repleto de flores, borboletas, pássaros e fragrâncias mil será pontilhado quando a alma estiver cansada de tanto materialismo. Viver mundos diferentes é o que me proponho. Nunca deixarei de ser poeta, pois, é impossível desvencilhar as labaredas do lenho seco; assim, é impossível desunir o viver poeticamente do viver real: o importante é saber conciliar os mundos em que entramos levados pelo sabor dos sentimentos.
Serei imensamente feliz e, sei que, farei centenas de pessoas felizes. Esta é a missão do poeta.
Riquezas? Pra que? Se tenho o Universo pontilhado de estrelas à minha disposição.
2013...O MEU ANO!
domingo, 23 de dezembro de 2012
UMA LEITURA QUE RECOMENDO!
Hoje, assisti no Fantástico, que um garoto de 7 anos de idade já leu até o presente momento mais ou menos 500 livros. É de se admirar, pois, no Brasil, o hábito da leitura não é cultuado. Raras são as livrarias que sobrevivem abertas por um longo período. Geralmente, fecham, no primeiro ou segundo ano de vida. Em minha cidade, Taubaté, existem e sobrevivem 3 livrarias e, isto, para uma cidade universitária e com quase 300 mil habitantes. Nada diferente ocorre nas demais cidades do nosso querido Brasil. Para ilustrar: em Buenos Aires, praticamente, existe uma Livraria em cada esquina. Bom, voltemos ao nosso garoto intelectual: Os pais, com muita felicidade, incentivam o filho, presenteando-o, com livros. Diferentes de muitos pais que preferem presentear seus filhos com armas de brinquedo; é a anti-cultura grassando pelos lares que futuramente abrigarão adolescentes agressivos e perigosos à sociedade. Aproveitando um "gancho" nesta alvissareira notícia recomendo aos meus seguidores a leitura do Livro: NIETZSCHE PARA ESTRESSADOS, de ALLAN PERCY,
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
UM TEMPO CINZENTO!
Faz muito tempo que eu não contemplo um tempo cinzento. Para contemplar um tempo cinzento é necessário de que os olhos estejam imersos em um oceano cinzento; imersos num deserto povoado por sombras cinzentas; imersos numa tempestade de nuvens cinzentas ou, o melhor, que estejam possuídos por uma decepção extremamente cinzenta. Quando contemplamos paisagens multicoloridas emolduradas por um tempo salpicado de cores fortes, certamente a alma está sorrindo para a vida. Não se pode ter o coração e a alma imersos em torvelinhos de nuvens escuras e ao mesmo tempo contemplar o belo; isto não existe; é utopia.Viver realidades duras e palpáveis faz com que os olhos se tornem inertes para as cores. De que adianta ter frente aos olhos rosas escarlates se a alma se recusa em apreciá-las? É o mesmo que se envolver com tecidos de riqueza ímpar, mas, sabendo, de que o corpo, continua nu. É necessário estar decepcionado com alguma coisa qualquer para se ver o mundo cinzento. Hoje, acordei com a sensação de que tudo à minha volta está tingido por uma cor cinzenta. Sabendo de antemão de que o coração, a alma e as células que me compõem estão em desalinho com a felicidade, resolvi não me levantar da cama. Como uma serpente, me embarafustei dentro dos lençóis e permaneci em um silêncio nostálgico pelo tempo que me foi preciso. Se demorou ou não o meu estado letárgico não o sei precisar; só sei que depois de muito tempo voltei à vida e pude pouco a pouco contemplar o vazio em que estava imerso... um vazio não muito cinzento. Algumas manchas de cores variadas dançavam à frente dos meus olhos e, uma névoa esbranquiçada serpenteava pelo vazio do quarto procurando as frestas existentes para escapar e seguir o seu destino. Vi, após muito tempo, tudo colorido e, compreendi de que a minha decepção tinha pegado"carona" com a fumaça e se esvaiu, deixando-me um pouco mais feliz. Incrível, mas, pude visualizar no pouco que restou da névoa no quarto uma figura sensual de uma mulher, que, balançando os cabelos e acenando com as mãos de mim se despediu. Sem dúvida alguma era ela, a mulher, que estava atormentando os meus sonhos e que, sempre que tentava abraçá-la, ela se desprendia com uma graça infinda. Que decepção não poder tê-la, materializada, em meus braços. De decepção em decepção passei a contemplar tudo cinzento... Ainda bem que ela se foi para outras plagas, atormentar outro amante, que, certamente, passará a contemplar tudo cinzento.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
UMA VONTADE DE EXPLODIR EM VERDADES!
Sim, estou com uma vontade enorme de explodir em verdades. Não sei dizer se este sentimento vem da alma ou das bestialidades que ouço e contemplo no meu dia a dia. Só sei dizer de que elas teimam em galgar minha garganta e chegam em borbotões à boca e, como labaredas pedem "pelo amor de Deus" que saiam e, atinjam sem dó e nem piedade àqueles que usam de má fé para enganar os incautos. Às vezes, penso, que sou um grão de areia no meio da praia; inerte, fraco, mudo e desprovido de vida, mas, sei que isto não é verdade. A partir de agora vou deixar que as verdades voem em projéteis aos ouvidos dos calhordas; mentecaptos. corruptos, tubarões do asfalto e párias da sociedade. Chega de eufemismo!
Para iniciar digo a plenos pulmões: Que vá para o inferno os "pastores" milagreiros que usurpam sem piedade os inocentes "fiéis", sugando até o último centavo o pouco que possuem;
Que vá para um silo repleto de merda os políticos que roubam descaradamente os cofres públicos do nosso Brasil;
Que se exploda em doenças infecciosas e letais os estupradores e assassinos de pessoas indefesas...
Por hoje é só... estou com a alma lavada.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
EU VI O QUE NÃO QUERIA TER VISTO.
Eu vi o que não queria ter visto.
A despeito de ter os olhos fechados, eu vi.
Vi, ou não vi, não importa saber o certo, muito menos o errado.
A escuridão tomava conta de mim e das paisagens que não existiam.
Se existiam, onde estavam que não as via?
Mesmo que meus olhos permanecessem fechados, imagens dançavam à sua frente.
Sei que eram imagens porque fiapos de vestido batiam em meu rosto.
Não sentia frio, fome, dor, arrepio ou medo.
Era tudo aquilo que tinha de ser, menos eu.
Eu sempre fui o inverso do real; o antagônico da existência.
Quando achava que era homem, era espectro;
Quando achava que era romântico, era pétreo;
Quando achava que era fecundo, era estéril...
Sempre achando o que podia ser, mas que na verdade, nunca o fui.
Mas, eu vi.
Vi coisas irreais se tornarem reais.
Vi também coisas irreais se tornarem reais.
Enfim, de tudo o que vi, não vi o amor à minha frente.
Não vi a mulher cujos fiapos de vestido me açoitavam.
Vi, sim, um vulto fantasmagórico se distanciar de mim.
Por tudo isto e pela solidão que me envolveu, eu afirmo:
Eu vi o que não queria ter visto.
A despeito de ter os olhos fechados, eu vi.
Vi, ou não vi, não importa saber o certo, muito menos o errado.
A escuridão tomava conta de mim e das paisagens que não existiam.
Se existiam, onde estavam que não as via?
Mesmo que meus olhos permanecessem fechados, imagens dançavam à sua frente.
Sei que eram imagens porque fiapos de vestido batiam em meu rosto.
Não sentia frio, fome, dor, arrepio ou medo.
Era tudo aquilo que tinha de ser, menos eu.
Eu sempre fui o inverso do real; o antagônico da existência.
Quando achava que era homem, era espectro;
Quando achava que era romântico, era pétreo;
Quando achava que era fecundo, era estéril...
Sempre achando o que podia ser, mas que na verdade, nunca o fui.
Mas, eu vi.
Vi coisas irreais se tornarem reais.
Vi também coisas irreais se tornarem reais.
Enfim, de tudo o que vi, não vi o amor à minha frente.
Não vi a mulher cujos fiapos de vestido me açoitavam.
Vi, sim, um vulto fantasmagórico se distanciar de mim.
Por tudo isto e pela solidão que me envolveu, eu afirmo:
Eu vi o que não queria ter visto.
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