segunda-feira, 30 de junho de 2014

RETORNO AO BLOG


Caros amigos leitores:
Após uns dias de férias (aposentado?), estou retornando às minhas atividades literárias. Não que eu tivesse parado de escrever
ou de ler, mas sim, de escrever no Blog.
Aguardem os meus relatos de viagem à Europa... Casa Fernando Pessoa, Guernica, Casa da Amália Rodrigues e outras maravilhas.
Até amanhã.

sábado, 24 de maio de 2014

UM DESARRANJO DE FLORES!


Pela manhã e tarde colhi flores silvestres
Belas e perfumadas para compor um arranjo.
Pela noite a dentro trabalhei como um mestre
Do pincel que compõe os detalhes de um anjo.


Fiz-me artista escolhendo as flores mais coloridas
E, pacientemente fui as colocando no cesto de vime.
Era madrugada alta quando terminei a obra escolhida
Para presentear uma jovem de rara e simples beleza.


Amanheceu o dia e eu pus-me a fitar o radioso cesto
Com que almejava conquistar o coração da estrela maior.
Por várias vezes a tinha visto apanhar flores a esmo
Portanto, separei as flores em cada uma, pela sua cor.


Era meio dia quando ela se aproximou do banco onde me sentei
Tendo o coração em sobressaltos pela decisão em presenteá-la.
Como sempre o fazia, deu-me um rápido "olá" e, então, perguntei:
_ Aceita este arranjo de flores? (A maneira que encontrei de galanteá-la).



Abrindo o mais belo sorriso apanhou o "arranjo" e se pôs a cheirá-lo
Fazendo com os belos lábios "Hum,hum,hum" e as flores foi retirando
E, jovial, as devolveu ao cesto: margaridas, dálias, amores-perfeitos e cravos.
Num átimo beijou-me a face e seguiu deixando no banco um cesto em desarranjo.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A PORTA



Toda vez que passava frente à porta, estava semicerrada,
Dando passagem o suficiente para uma nêsga de luz titubeante
Que desvirginava a penumbra reinante na alcova perfumada
Onde sonhos e desejos nasciam e esmaeciam pela madrugada.


Nunca senti coragem para descerrá-la e ver os mistérios
Que lá certamente ocorriam no entra e sai de homens
Que pagavam por momentos de prazer no afã dos assédios
E, satisfeitos, saiam, após esgotarem nela, seus semens.

Raramente eu a via e tinha dela o desejo de possuí-la
Embora não tivesse a coragem para expor o meu intento
Por julgá-la frágil e pura... uma mulher sem mácula.
Ah!, ledo engano... o meu coração se fechou em tormento.


Sim, em tormento depois que a vi nua, desfalecida e ofegante
Na cama onde os lençóis se enrolavam como serpentes pérfidas
No corpo arranhado pelos dentes de infindáveis amantes
Nessa noite em que intrépido resolvi abrir a porta odiosa.


Num instante ela gargalhava; em outro,chorava amargamente
Como se a loucura tivesse se instalada em sua alcova perfumada.
Com passos largos retrocedi da enigmática e triste imagem
De uma mulher bela em sua pose, porém, tendo a alma, desgraçada.


Voltei pra o meu quarto, sem antes, porém, semicerrar a porta
Onde uma nêsga de luz penetrava sem fazer nenhum questionamento.
Afinal, o que me importava se para os homens ela era a "Messalina"?
Se para mim, apesar de tudo, ainda era do meu coração, o TORMENTO.



UMA ROSA ( MINICONTO)



ELE OUVIU A TARDE TODA "LA VIE EN ROSE".
SOBRE O CAIXÃO "ELA" DEPOSITOU UMA ROSA EM SEU PEITO!

domingo, 18 de maio de 2014

ELEIÇÃO PARA RENOVAÇÃO DE 2/3 DO CONSELHO DO TCC

Caro amigo leitor:
Caso você seja sócio do TCC peço o seu voto para a eleição do Conselho. Sou candidato e tenho ótimas ideias para o nosso clube, principalmente na área literária.
A eleição ocorrerá no dia 7 de junho a partir do meio dia até às 22 horas.
Desde já, obrigado
Aldo Aguiar

quarta-feira, 7 de maio de 2014

É ELA! É ELA! É ELA...



O baile já corria solto pelo salão encerado e escorregadio
Enquanto eu, sentado à mesa, tinha a alma na passarela.
Entre um casal ou outro que dançavam o suave rítmo
Meu olhos a cada mulher que viam,eu dizia: é Ela, é Ela.

O "croner" se esmerava nos sambas, valsas e boleros
Inundando o salão com sua voz maviosa,caliente e bela.
Entre um trago e outro de wisk eu apreciava os ternos
Que vestiam os cavalheiros e ao ver um rosto eu dizia:é Ela, é Ela.

Porém, cada casal que entrava era mais uma decepção
Bastava um piscar de olhos ou mesmo uma olhadela
Para verificar que a "dama" não era a dona do meu coração.
E,então, eu falava baixinho... agora só pode ser Ela.

Pela noite a dentro eu a procurei dentre os casais enamorados
Que rodopiavam em passos sensuais acompanhando a orquestra
Tocando uma seleção de boleros ocasionando beijos roubados
Enquanto eu, perambulando pelos salão dizia: é Ela, é Ela.


Madrugada alta, quando já desistia da mulher que me enfeitiçou
Eis, que entra no salão uma mulher usando uma "echarpe" amarela.
Estupefato, reconheci-a, como sendo a cabocla que em um baile desfilou
Sua sensualidade e me fez escravo de seu amor... sim, era Ela.


Por segundos, pensei em me aproximar do troféu à minha frente
Quando um homem de grossos modos sentou-se e mostrou ser dono dela.
Tirou-a para dançar e de sua bela mão pude ver a aliança reluzente
Petrificado pela "maldita" aliança balbuciei: não importa...É Ela.


Antes de o baile terminar reuni forças e pedi ao excelente "croner"
Que cantasse para nós a música que nessa noite me deixou sequelas:
"CABOCLA" e, me sentindo derotado saí do salão sem ela, eu, a ver,
Cantorando: " Cabocla os seus olhos estão me dizendo..." E, eu disse: É ELA.




sábado, 26 de abril de 2014

LAVAGEM DE DINHEIRO & EMAGRECIMENTO

E não é que eu acabei emagrecendo 2 kg em uma semana por causa de uma nota de vinte dólares?
Foi o seguinte: de tanto assistir na televisão nos horários noticiosos o quanto pessoas e pessoas passam seus dias "lavando dinheiro" me deu uma vontade irresistível de sentir o mesmo prazer. Para tanto procurei em minha carteira uma nota e como sempre a encontrei vazia. Enquanto minha esposa estava no banho (era uma manhã de segunda feira) remexi em sua bolsa e encontrei para minha sorte uma nota verdinha de vinte dólares. Imediatamente fui até o tanque da lavanderia e saboreando com requintes de "mafioso" comecei a lavar a nota: primeiro usei sabão em pó, depois passei um pouco de detergente e por último usei uma pitada de soda cáustica. Era meu desejo lavar o dinheiro e bem lavado como o faz tantos "senhores honrados em nosso Brasil". Para minha surpresa o dólar se esgarçou todo e virou uma "papa". Fiqeui assombrado em saber que tantos milhões que são "lavados" acabam em uma imensa "torta". Pensativo, fiquei na sala, quando a esposa deu falta da nota de vinte dólares que ela estava guardando para pagar um amigo. Quando relatei a minha experiência ela sem se agitar e nem me xingar apenas disse. Meu Bem,de hoje até sexta-feira eu não faço almoço; você que vá almoçar no vegetariano e, nesse período me devolva uma nota de igual valor.
Conclusão: almocei 5 dias no vegetariano, fiquei verde igual a nota de vinte dólares e, para que o castigo não continuasse, na sexta-feira emprestei vinte dólares do amigo Olívio Cavalca e paguei a minha consorte. Dos males o menor, pois acabei emgrecendo 2kg.
Um dias desses tive a tentação de ver se ela tinha 100 dólares; a punição seria maior e eu emagreceria mais.
Uma coisa é certa: Lavar dineiro para pobre, emagrece.