Ah, que saudades sinto dos brinquedos
Que povoaram os meus dias de criança,
Quando os sonhos eram simples desejos
De brincar e ser feliz nas festas e festanças.
Eu tinha uma caixa de sapatos e quatro carretéis
E, com eles, construí o mais belo caminhão.
Pela rua empoeirada eu carregava os "réis"
Abarrotados na carroceria para comprar o pão.
Com seis xuxus verdes e alguns palitos pontudos,
Num instante mágico que muito me alegrava
Eu tinha uma manada de bois, todos marrudos,
À minha mercê e, claro, algumas gordas vacas.
Rasgando uma folha branca do caderno de caligrafia
Usando da habilidade pertinente a um construtor
Criava um barco que em suaves rodopios navegava
Pela sarjeta embalado pela enxurrada que vinha dos morros.
Um caco de telha me bastava para riscar a amarelinha
Na calçada de cimento que ladeava a imponente Matriz.
Vinham as meninas e rindo saltavam como ágeis cabritas
Os quadrados, sempre ganhando e, me faziam feliz.
Com os "réis" amealhados no ofício de engraxar sapatos
Comprava dúzias de bolinhas de gude, que pareciam vidros.
Jogando "picova", ganhava ou perdia, não importando o ato.
Importava sim, bater as bolinhas e ouvir o suave tinido.
Quando tinha às mãos duas latinhas de maça de tomate
E, alguns metros de linha de carretel da mais grossa
Construía em um instante um perfeito telefone
Para falar com a menina cujo pai me deu uma coça
Com um aro velho da roda de uma bicicleta
E, um arame grosso encurvado na ponta
Eu rodava a armação pelas ruas sempre desertas
Da várzea dos passarinhos numa corrida louca.
Ah!, quantos brinquedos eu tive nos meus dias de inocência
Sendo todos eles por mim construídos e guardados com carinho.
Tenho deles a melhor das recordações nestes dias de sonolência
Em que vivo. Longe deles, sou infeliz. Hoje, senil, não mais brinco
quarta-feira, 1 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
SOLILÓQUIO!
O que tenho para me dizer, o digo
Sem restrição e titubeios,
Sou autêntico naquilo que falo
E, não importo, se nisso, me enleio.
Às avessas coloco a alma e o coração
Sempre prontos para ouvir a minha voz
Se, não aceitam, pouco me importa a negação,
Se, aceitam, faço das palavras, o meu algoz.
Assim, falo ao meu âmago do que sei e não sei,
Desprovido da necessidade de ser autêntico,
Já que, sou de mim mesmo, o juíz que faz a lei
E, não o réu, que aceita o que se diz, como justo.
Não tenho o compromisso com a falsa verdade,
Que medra nos discursos dos hipócritas,
Sou sim, duro nas palavras, como duro é o jade,
E, não distinguo a ficção da realidade amorfa.
Num solilóquio que me faz a alma cativa
Vivo de mim mesmo a ditar regras incertas
Como incerto é o caminho do poeta que trilha
As sendas do real e que não se juntam, como, paralelas.
Desta maneira, sou crédulo naquilo que profetizo
Ao meu EU, que desdenha os sermões estéreis.
Sou o que Sou, e isto me faz ouvinte cativo,
De mim mesmo, de minhas plavras, sábias e férteis.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
A BLUSA AZUL!
A blusa azul entreaberta tapava parcialmente
Os seios que empinados se jogavam à frente.
Eram duas colinas, lado a lado, no azul celestial
Da paisagem de um quadro vivamente sensual.
Apenas um botão impedia que ficassem soltos
Como dois intrépidos corcéis de corações fogosos.
Ah, a mim, a blusa castigava os olhos sem piedade
Impedindo-os de contemplar os paraísos da felicidade.
Oh!, blusa, permita-me rasgá-la, com requintes de fúria
Neste exato instante em sinto os transes da loucura;
Ou, da sanha indescritível de beijar os belos seios.
Assim, num ímpeto destruo o botão que a mantém presa
Junto a pele morena, perfumada, morna e trêmula.
Agora, rasgada, vejo, desnudo, as joias dos meus anseios.
Os seios que empinados se jogavam à frente.
Eram duas colinas, lado a lado, no azul celestial
Da paisagem de um quadro vivamente sensual.
Apenas um botão impedia que ficassem soltos
Como dois intrépidos corcéis de corações fogosos.
Ah, a mim, a blusa castigava os olhos sem piedade
Impedindo-os de contemplar os paraísos da felicidade.
Oh!, blusa, permita-me rasgá-la, com requintes de fúria
Neste exato instante em sinto os transes da loucura;
Ou, da sanha indescritível de beijar os belos seios.
Assim, num ímpeto destruo o botão que a mantém presa
Junto a pele morena, perfumada, morna e trêmula.
Agora, rasgada, vejo, desnudo, as joias dos meus anseios.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
CABELOS EM DESALINHO!
Quando me deito no colo da amada
Recosto a cabeça em seus seios mornos
Neste momento, durmo e sonho em paz
Sabendo que suas mãos acariciam meus cabelos.
Não importa se tenho os cabelos penteados
Lisos ou em mechas brancas e macias
Sei apenas que ela os enrola em seus dedos
Numa sensual, porém, terna, carícia.
Passado um tempo em que me sinto um rei
Reergo a cabeça da carne morena e perfumada
E, como um gato sonolento me espreguiçarei
Sentindo no rosto a essência dos seus carinhos.
Oh!, Deus como sou feliz em ter as mãos benditas
Em minha cabeça; em meus cabelos em desalinho.
Recosto a cabeça em seus seios mornos
Neste momento, durmo e sonho em paz
Sabendo que suas mãos acariciam meus cabelos.
Não importa se tenho os cabelos penteados
Lisos ou em mechas brancas e macias
Sei apenas que ela os enrola em seus dedos
Numa sensual, porém, terna, carícia.
Passado um tempo em que me sinto um rei
Reergo a cabeça da carne morena e perfumada
E, como um gato sonolento me espreguiçarei
Sentindo no rosto a essência dos seus carinhos.
Oh!, Deus como sou feliz em ter as mãos benditas
Em minha cabeça; em meus cabelos em desalinho.
terça-feira, 23 de junho de 2015
A ANCA DA MULATA ATREVIDA!
A anca da mulata atrevida é bela e sensacional,
Principalmente, quando ela a quebra e requebra
No andar cadenciado pelas ruas nunca desertas
Do burburinho dos homens do centro comercial.
A mulata sabe que os olhares se voltam para sua anca
Em espasmos lascivos e embevecidos ficam estáticos,
Esperando quem sabe um olhar apenas da fogosa potranca
Ou, quem sabe, um gesto que intumesça seus falos.
Assim, desfilando como uma messalina de curvas ousadas
A mulata requebra o belo monumento em um vaivém de ousadia
Não se importando se é tida como madame ou como vadia.
Ah, quisera eu ser o escolhido desta mulata de anca formosa
Para cavalgá-la dia e noite numa louca orgia desmedida,
Mas, como eu, todos os homens também sonham com esta fantasia.
Principalmente, quando ela a quebra e requebra
No andar cadenciado pelas ruas nunca desertas
Do burburinho dos homens do centro comercial.
A mulata sabe que os olhares se voltam para sua anca
Em espasmos lascivos e embevecidos ficam estáticos,
Esperando quem sabe um olhar apenas da fogosa potranca
Ou, quem sabe, um gesto que intumesça seus falos.
Assim, desfilando como uma messalina de curvas ousadas
A mulata requebra o belo monumento em um vaivém de ousadia
Não se importando se é tida como madame ou como vadia.
Ah, quisera eu ser o escolhido desta mulata de anca formosa
Para cavalgá-la dia e noite numa louca orgia desmedida,
Mas, como eu, todos os homens também sonham com esta fantasia.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
DA IMPROBABILIDADE DO FATO ACONTECIDO!
Aconteceu na quarta-feira dia 17 passado. Após uma chuva torrencial o zoológico da capital de Geórgia, TBILISI, foi danificado e, com isso as feras saíram pelas ruas da cidade. Um tigre branco, entrou numa zona residencial e matou um homem. O que me causou espanto é a inexorabilidade do destino. Quem sabe, quantas vezes este mesmo homem não amou; não vivenciou momentos de felicidade; momentos de tristeza e, certamente, foi muitas vezes ao médico saber como estava o seu coração, com medo de um fatal infarto: o normal para se morrer, ou então um AVC, ou até mesmo um câncer. Creio e vocês todos também crerão que ele nunca, mas, nunca mesmo, imaginou que sua morte viria através dos caninos de um TIGRE, ainda mais, branco. Sabemos que o nosso pobre indivíduo vivia na cidade, portanto, longe das feras que povoam as matas de longínquos países. Se, levarmos para o lado da probabilidade de este fato acontecer, não encontraremos números para representá-la, de tão ínfimo que é passível de acontecer. É mais fácil, acredito eu, uma chave de fenda se desprender da estação espacial e orbitar por muitos anos e, um dia, entrar na órbita terrestre, vencer o atrito e cair inteira no pescoço de um habitante da Groenlândia. Inusitado é saber que um tigre numa área densamente povoada mata um ser humano. Isto nos leva a meditar nas forças do destino e, nos leva a aceitar o que está escrito para nós. Não adianta se rebelar contra o destino: O QUE TEM QUE SER, SERÁ!
Pelo sim, pelo não, vou cada vez mais me distanciar de centros modernos onde existe um zoológico, já que, excursão para a África, nunca a farei.
Pelo sim, pelo não, vou cada vez mais me distanciar de centros modernos onde existe um zoológico, já que, excursão para a África, nunca a farei.
domingo, 21 de junho de 2015
E, O INVERNO CHEGOU!
Hoje, mais precisamente à tarde, depois do meio dia, o Inverno chegou. Deveremos viver pelos meteorologistas um inverno mais ameno, de temperaturas médias. Para nós que vivemos num país tropical, o inverno causa poucos transtornos. É uma gripe aqui; uma pneumonia acolá; uns espirros indesejáveis, principalmente quando o espirrador" não pratica os hábitos de higiene e espirra em nossos rostos. De qualquer maneira, seguiremos o andar da carruagem e logo estaremos vivendo a Primavera e assim por diante. O importante é que a Natureza não discrimina a nós, os pobres mortais, e segue em seu ciclo milenar. Chova ou faça Sol, o planeta Terra segue em seus movimentos de rotação ( gira em torno do seu eixo, produzindo o dia e a noite) e translação, na órbita do sol, o que o faz em 365 dias. É intrigante saber que nunca estamos imóveis; que sempre estamos em movimento, mesmo quando estamos deitados dormindo, ou sentados, assistindo a uma sessão de cinema. Se hoje, estamos em uma região do Universo, amanhã estaremos em outra e, assim sucessivamente. O que nos mantém presos à Terra é a maior e mais importante força do Universo: A FORÇA GRAVITACIONAL. Se um dia ela deixar de existir por um motivo ou outro, a vida neste planeta cessará em décimos de segundo, pois, tudo se elevará para os ares; a atmosfera; as pedras, os seres vivos e, tudo o que nela não estiver preso. É terrível pensar que se um dia esta força que faz a Terra orbitar em torno do Sol, desaparecer; o nosso Planeta vai se perder pela incomensurável infinitude do Universo. Brigamos tanto por muito e por tão pouco, sem questionar o quanto somos ínfimos neste Universo que abriga milhões e milhões de planetas iguais ao nosso. O que é o tempo para o Universo? NADA! Vivemos no máximo 80 a 90 anos e o Universo já está vivo há bilhões de anos. Para o Universo 80 anos é o mesmo para nós do que milionésimo de segundo. Se somo tão pequenos por que às vezes queremos ser grandes? Sim, grandes em relação aos bens materiais; ao egoísmo exacerbado; ao rancor que escraviza a alma tornando-a amarga como fel; à maldade e ódio ao próximo e, em tantos outros sentimentos a ponto de se "inventar" o céu e o inferno, para que muitos sentimentos odiosos sejam atenuados. Sempre se falou da promessa do céu para os bons e do inferno para o maus... mas, onde está o céu e o inferno se "TUDO" está inserido num só elemento físico: O UNIVERSO. Que cada um cultive o céu dentro de si, ou, se preferir, pela sua má índole, o inferno.
Eu, neste momento, estou em paz de espírito com as FORÇAS DO UNIVERSO!
Eu, neste momento, estou em paz de espírito com as FORÇAS DO UNIVERSO!
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