quinta-feira, 23 de julho de 2015

SOBRE A FRAGILIDADE DA VIDA!

A vida é frágil, terrivelmente frágil.
Desde sábado pp. que estou amargando uma crise de Labirintite. No início, ao me levantar e sentir tudo rodando; as pernas bambas, pensei de imediato que estava tendo um AVC. Nunca tinha passado por isto. Relutei em ir ao Pronto Socorro, mas, acabei indo no período da noite. Lá para minha sorte fui diagnosticado com Labirintite. Tomei soro, e um dramim e voltei feliz... não era grave. Devo confessar que até então estava temendo o pior e, nestas horas constatei o quanto a vida é frágil. Estamos bem e repentinamente passamos a viver o terror de algo pior nos atingir. De que valem as riquezas; os bens materiais, as brigas passionais, o rancor, a maledicência se, num átimo de segundo, tudo isto se desmorona?
Do Pronto Socorro além de constatar a não gravidade do meu problema, tive a grata surpresa do guarda de imediato não permitir a entrada de minha esposa achando que eu tinha 55 anos. Ainda estou bem, apesar de em setembro próximo completar 70 anos. Hoje, voltei a dirigir e a reiniciar minhas atividades literárias.
A fragilidade da vida   explode no dia a dia em suas mais terríveis aparições: uma bala perdida; um assalto por moleques imersos no crak; uma briga de trânsito; uma síncope cardíaca, um AVC fatal, um atropelamento... raro mesmo é ter a vida prolongada por um prêmio de loteria.
O importante é gozar a vida com aquilo que nos foi dado. Ser feliz é a receita mais eficaz para atingrimos os 80 e tantos anos.
Sou feliz como sou e, com certeza, chegarei lá.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A FELICIDADE POR UMA TATUAGEM!


A Britânica Sadie Sellers, de 77 anos resolveu realizar uma antigo sonho; Tatuar-se. Assim é que num belo dia fugiu do asilo e foi juntamente com sua neta para fazer a tatuagem dos seus sonhos: um coração sobre a sua pele. Feita a tatuagem foi perguntada se não temia represálias dos "ditos" moralistas. Dando de ombros respondeu: " EU NÃO ME IMPORTO COM ISSO". E, acrescentou: Quando você chega à minha idade, você só tem que viver a vida ao máximo todos os dias.
É isso aí! Feliz é a pessoa que realiza o seu sonho, não importando se ele parece esdrúxulo aos olhos dos censores, praticamente, todos, falsos moralistas.
Por um tempo eu venho pensando em tatuar a seguinte frase em meu ombro: " A POESIA VIVE EM MIM". Sei que quando o fizer e o vou fazer, escandalizarei amigos, parentes e os radicais em seus conceitos ultrapassados. A vida é uma só e, ela nos pertence em sua totalidade. A pergunta que deixo é a seguinte: será que os "certinhos" vão se suicidar quando eu morrer? Ou, contarão anedotas e cada qual seguirá a sua vida?
Dizem que só os loucos se atrevem a enfrentar e quebrar as regras dos bons costumes; é o contrário, estes são livres como pássaros e sábios; tolos são os que se escondem em falsos princípios e, se arvoram de moralistas. Para estes, o futuro é uma perda de tempo... é viver constantemente no breu da ignorância.
Parabéns a Senhora Sadie Sellers.

terça-feira, 21 de julho de 2015

A SARJETA!

A sarjeta estava suja de dar nojo.
A enxurrada chegou e lavou a sarjeta, que ficou limpa, de dar gosto.
Sempre que eu podia ficava horas e horas deitado na sarjeta: e, era bom.
Algumas vezes um bêbado distraído jogava uma bita de cigarro sobre mim;
Outras vezes era um cão vira-lata sarnento que mijava sobre o meu corpo.
Nada disto me importava: o que eu gostava mesmo era de tirar um cochilo ao relento.
Quando a tarde se ía e a noite chegava eu me cobria com uns jornais velhos e dormia.
Sempre gostei de dormir ao relento e, adorava quando a coruja piava no cimo da Matriz.
À noite, na sarjeta eu sonhava os sonhos mais deliciosos que me embalavam.
Pesadelos se os tive, não sei dizer, mesmo porque, eu dormia embriagado   de estrelas.
Quando a Lua teimosa não aparecia eu me contorcia todo e ficava na forma fetal.
Mas, se a Lua, aparecia, eu me esticava todo e ficava até com dor no pescoço de olhá-la.
A sarjeta já estava se amoldando ao meu corpo, como o barro se amolda nas mãos do oleiro.
Éramos, por assim dizer, um corpo uno, e, o que um sentia o outro também sentia.
Não éramos amantes, pois há muito deixei de amar o que quer que seja, embora ainda sinta.
A sarjeta toda tarde expulsava do seu leito as misérias do dia a dia, para me receber.
Nunca, mas, nunca mesmo, ela me contrariou, mesmo quando uma vez eu defequei em si.
Certa vez, ela implorou para que eu não recebesse outro corpo em seu leito nupcial.
Relutei muito em não fazê-lo, mas uma noite de breu eu fiz amor com uma prostituta.
Assim que amanheceu, choveu torrencialmente e levou a prostituta e seus cabelos para longe.
Em represália, a sarjeta, deixou de me receber por três noites, onde dormi no banco da praça.
Quando, amuado, regressei para os seus braços (da sarjeta) ela se regozijou e me fez festa.
Assim, vivi, durante mil anos, até que o tempo me fez pedra e me colou às pedras do leito.
Hoje, sou uma sarjeta que recebe os escarros; os mijos, e as podridões dos homens.
Se sou feliz ou não, pouco me importa, o que importa é que não sou mais HUMANO.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O VULTO!

O vulto sempre teimou em não me deixar;
Por onde que eu andasse ele era a sombra
Que me perseguia sem nunca desanimar.
O vulto sempre nu, nunca, vestido de roupa.

Com luar ou com o negrume da noite misteriosa
Ele me acompanhava sem sequer fazer ruído.
Para mim, ele era, os sonhos de outrora
Ou, as desilusões que me levaram ao abismo.

Pouco lhe dei importância por sabê-lo inerme,
Um seixo jogado na estrada que leva ao nada.
Algumas vezes senti piedade como se um verme
Vivesse em suas entranhas de ser um pária.

Ah, até que um dia, tive a maior e odiosa surpresa,
Quando ele, sem pedir licença, de mim se apoderou.
Imiscuiu-se em meu corpo e possuiu minha alma
Como se fosse o tigre que a presa conquistou.

Com ele, vivi, por séculos e séculos  uma vida dupla
Sentindo o peso de se carregar um oceano de mistérios.
Tive-o, nas noites em que amei belas mulheres de rua,
Ou, nas alcovas em que possuí corpos tesos e ébrios.

Porém, hoje, já não mais o desejo ao meu lado, silente,
E, tudo faço para expulsá-lo do corpo, do coração e da alma.
Para isso, conquistei um novo amor, que me faz fremente
E, ignoro o vulto, que chora e suplica ao meu corpo, sua volta.

sábado, 11 de julho de 2015

A TAPERA!


Perdida nas entranhas do grotão envolto em neblina
Deixei a tapera por onde habitei uma vida infeliz.
Nela sonhei e tive pesadelos dantescos em noites vazias
E, fui homem ou espectro de homem, quanto muito quis.

Cheguei à tapera numa tarde de choro e muito desespero
Tentando me afastar daquilo que sempre me martirizou.
Andarilho, palmilhei as sendas da desilusão e do medo
De em chegar, encontrar o vulto que sempre me acompanhou.

Num repente, tomei posse dos míseros aposentos abandonados
Por alguém, que, quem sabe como eu, tem a alma em ruína.
Jogado os trastes no chão de terra batida tendo os pés esfolados
Me banhei num mar de lágrimas que vertiam das baças pupilas.

A primeira noite foi povoada de imagens tristes e assustadoras
Que me fizeram gemer como se fora a presa nas garras do tigre.
A madrugada chegou silente e me despertou da modorra
Em que estava para mais um dia de insidioso avilte.

Estava fugindo de um amor que me deixou ausente da felicidade
Atirando-me sem dó nem piedade no abismo da desilusão
Como se eu fora apenas uma pedra e, nunca, um belo jade.
Sim, uma pedra inerte, fria abandonada no leito do grotão.

Por um século fui morador desta tapera que só abriga fracassados
Ou, mesmo, desiludidos e desterrados do amor que sonharam.
Para que meus pés não criassem raízes no sujo e vil ninho,
Saí, cambaleante, sem notar que as paredes frágeis desabaram.

Fugir do grotão se tornou o meu lenitivo para recomeçar uma vida
Sem sonhos, sem ilusões, sem amor e sem vontade de viver.
Se, fui feliz ou infeliz na tapera só o tempo, quem sabe, um dia dirá.
O que sei e bem sei é de que da TAPERA, eu nunca vou me esquecer.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

PASTOR EVANGÉLICO TIRA UM RATO DA BARRIGA DE UM FIEL!

Deu na Net: um pastor tirou um rato da barriga de um fiel. É incrível a capacidade de que os pastores evangélicos possuem de produzirem "milagres"de todo o tipo. Basta ligarmos o aparelho de TV para assistirmos uma quantidade infinita de "milagres". É um que deixa a cadeira de rodas que usou por mais de vinte anos; é outro que volta a enxergar depois de ficar cego; é aquele que sarou repentinamente de um câncer devastador; ou, a senhora que sarou da paralisia de ambos os braços, sem falar das centenas de "almas" crédulas que alcançam a certeza do céu após comprar uma toalhinha ou se molhar no suor do  " milagreiro". Milagre mesmo faz a água. Todos se pautam neste bendito líquido para produzirem seus milagres. É barato e não faz mal à ninguém. Não prejudica quem receita e nem quem toma. De ler um pouco a Bíblia, principalmente o Novo Testamento, fiquei sabendo de que o Filho de Deus, Jesus Cristo, não fez mais que uma dezena de milagres. Já os pastores evangélicos estão fazendo uma média de cem milagres por dia claro, de acordo com quanto $$$$$$$$$ entra nos seus cofres já abarrotados pelas ofertas dos "pobres" e crédulos incautos. Se Jesus, andava montado em um jumento, os mesmos voam em seus jatos particulares e descansam em suas mansões. Já temos templo evangélico parecido com o palácio de Babilônia. Hoje, o tempo destinado e por eles comprado na televisão se restringe quase que exclusivamente para pedir dinheiro na cara dura. É uma ânsia desmedida em tirar dinheiro do povo já acharcado pelos impostos e roubos dos nossos representantes de colarinho branco. Tudo o que relatei também se aplica a outras seitas, inclusive ao catolicismo. Tudo se resume em abarcar a maior quantidade de $$$$$$$$ possível. Para o pecador, o inferno; para o salvo, o céu. Este é o lema que abastece os cofres dos "falsos profetas".
Como se o $$$$$$$$ comprasse a dignidade, o respeito, a honestidade, a fidelidade tornando o dizimista ou contribuísta um forte candidato para habitar, pós morte o paraíso.... que, ninguém, alma alguma, desde que o mundo é mundo, veio, aqui na Terra, contar de sua existência, ou não.
ESTA É A MINHA OPINIÃO.
A pergunta que fica ainda sobre o rato é: POR ONDE O RATO ENTROU?

terça-feira, 7 de julho de 2015

A PRESIDENTA DILMA NÃO É 10!

Sim, a presidenta Dilma não é 10; ela é 9!
Saiu na última pesquisa IBOPE: A avaliação da presidenta deu 9; isto quer dizer, de que de 100 entrevistados, 91 desaprovam o governo da Presidenta Dilma. A situação está desastrosa para a nossa mandatária. No governo passado ela nadava em águas mais calmas e frutificantes. Hoje, ela navega em águas tumultuosas; em águas profundas e escuras e, o barco em que controla o leme está propenso a naufragar e levar com ele todo o seu "staf". A situação esta calamitosa em todos os níveis da sociedade. A conta da luz parece que despertou de um sono profundo e está com uma voracidade infinita de aliviar os bolsos dos "pobres" brasileiros. Parece que desde o dia em que Édson descobriu a lâmpada, as companhias energéticas querem recuperar mais e mais $$$$$, não importando de onde saem os suados cruzeiros. Para isso, buscam na natureza as desculpas para saquearem os consumidores. Uma hora são as enchentes; outra hora, as secas; daqui a pouco são os raios. logo mais as queimadas, enfim, tudo são motivos para colocarem a famigerada "bandeira vermelha", nas contas.
A saúde do povo tupiniquim então nem se fale; basta irmos às farmácias para constatarmos a real saúde do indivíduo. As Drogarias estão fervendo de doentes e, os remédios estão à hora da morte (sem falso trocadilho). E, os alimentos? Tem gente já trocando os tipos de carnes e qualidades. Se antes era possível comer um filé mignon pelo menos uma vez por mês, hoje, só uma vez por ano e, olha lá. Mesmo os legumes e verduras já estão se distanciando de nossas mesas. A coisa tá braba!
As indústrias demitem diariamente seus empregados; o comércio está em bancarrota: tudo o que abre, fecha alguns meses depois. A educação está no pior nível, a ponto de 500 mil candidatos ao ENEM, tirarem ZERO na redação. Por isso e por tudo o que assistimos na Mídia dia a dia - Corrupção,subornos, trapaças; ladroagem, acharques, é que levou a Presidenta Dilma a não conseguir 10. É presidenta, se continuar assim e não estudar com mais afinco e responsabilidade os "problemas brasileiros" e, resolvê-los, a senhora certamente será reprovada pelos milhares de professores que não terão consideração em lhe dar um Z E R O, do tamanho do roubo da PETROBRAS.