quinta-feira, 5 de novembro de 2015
A PAIXÃO E A INTELIGÊNCIA
A paixão e a inteligência são tão equidistantes quanto
O Sol e a Lua.
A paixão acomete os crédulos nos sentimentos alheios,
Como se eles realmente fossem verdadeiros.
São almas que estão à deriva de um grande e real amor,
E, por isto, se entregam de corpo e alma, sem prever as consequências
Futuras; os desenganos e as decepções que certamente virão em
Algum momento deste doentio relacionamento.
A paixão é momentânea, é como a fogueira acesa com palhas e,
Nunca com madeira de lei. É impossível desejar que a paixão permaneça.
É o mesmo que pedir lume à fogueira extinta.
Geralmente os que se declaram no ardor da paixão um dia, não importa, quando,
Causarão uma decepção incomensurável no companheiro (a) sem se importunar
Se estão sendo ferinos; impiedosos e, muitas vezes , sem escrúpulos nos atos
Praticados para alcançarem os seus intentos, que geralmente são malévolos.
Já Inteligência, permite que se faça uma escolha saudável de um grande amor.
Ela, também permite que o coração não se torne roto, maltrapilho e inerte.
Pessoas inteligentes sabem distinguir o galanteador falso do honesto.
Eu, sei, que é muito difícil escapar da "lábia" de um doador de flores,
Ou, de castelos; ou, então de uma vida regada a sonhos e imenso amor.
Ah, quisera Deus que estes enganadores de corações paguem suas maldades...
Mas... FICAM AQUI DOIS SÁBIOS DITADOS POPULARES:
"EM CADA CABEÇA, UMA SENTENÇA".
" A CADA ALMA, SUA PALMA."
A MOÇA QUE VENDE FLORES
A moça que vende flores é pobre, bela e iletrada,
Porém, com seu charme singelo vende belas flores
Para os passantes da escadaria da imponente igreja,
Após a missa matinal aos fiéis: seus compradores.
Com a cesta repleta das mais variadas flores ela exibe
Um sorriso encantador e oferece rosas, cravos e jasmins,
Dálias, petúnias e exuberantes magnólias num buque,
E, assim, de sorriso em sorriso, ela cativa a todos e, a mim.
Seu nome? Margarida e como a flor tem a tez pálida e suave,
Poderia também pelos lábios vermelhos e carnosos, se chamar Rosa,
Ou, então, Dália, pela frescura que exala de sua pele clara e jovem,
Mas eu, sempre preferi chamá-la de Orquídea, pela beleza exótica.
Acostumado a vê-la todos os domingos e sempre comprar uma flor,
Que ela, me entregava com as mãos trêmulas, talvez, envergonhada,
Não a vi neste último domingo e isto me fez sentir um certo pavor
De que a mesma não mais viesse nos presentear com sua singeleza.
E, assim se passaram alguns meses sem que a florista aparecesse.
Até, que, num domingo qualquer, ela estava aos pés da escadaria
Com a cesta de flores e num dos dedos da mão uma resplandecente
Aliança que fazia concorrência com o amarelo de uma margarida.
Trêmulo de emoção pedi um buque de rosas amarelas e titubeante
Perguntei sem maiores preâmbulos: A moça jogou o malmequer?
Sorrindo ela me entregou as flores e disse num ímpeto exultante:
" Moço, conheci o amor e hoje já não sou mais moça... Sou Mulher".
Ainda hoje, quando quero presentear um novo amor, uma nova conquista
Procuro nas escadarias da igreja a MULHER mais bonita, uma nova flor
E, recebo de suas mãos sempre as mais belas flores numa suave carícia
Embora, não a chame de orquídea, mas sim, uma SENHORA, de valor.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
UMA ALMA SEM SOMBRA
Do "deus" dos meus dias restou apenas uma alma sem sombra;
Um espectro de homem que soube ser um grande artista.
Enganou a todos com seu fácil "charme" e com ele compra
Os tolos que iludidos acreditam em sua tendência vigarista.
Sutil, soube engabelar os corações famintos de afetividade,
E, tendo-os, em suas mãos, nunca se apiedou de coração algum.
E, assim, viveu, uma vida miserável impelida pelas crueldades,
Impostas a quem caísse em sua rede: uma tara, incomum.
"Deus" de barro um dia se quebrou em sua própria insanidade
Quando não suportou ser preterido pela mulher que desgraçou,
E, que, pensava tê-la presa em seu jugo de demente perigoso.
Ah, diz o ditado popular que a Lei do retorno é implacável e fere
Com impiedade aquele que dela ri, gargalha e muito zomba.
A esse homem, o destino reservou: Uma alma sem sombra.
Um espectro de homem que soube ser um grande artista.
Enganou a todos com seu fácil "charme" e com ele compra
Os tolos que iludidos acreditam em sua tendência vigarista.
Sutil, soube engabelar os corações famintos de afetividade,
E, tendo-os, em suas mãos, nunca se apiedou de coração algum.
E, assim, viveu, uma vida miserável impelida pelas crueldades,
Impostas a quem caísse em sua rede: uma tara, incomum.
"Deus" de barro um dia se quebrou em sua própria insanidade
Quando não suportou ser preterido pela mulher que desgraçou,
E, que, pensava tê-la presa em seu jugo de demente perigoso.
Ah, diz o ditado popular que a Lei do retorno é implacável e fere
Com impiedade aquele que dela ri, gargalha e muito zomba.
A esse homem, o destino reservou: Uma alma sem sombra.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
O CABARÉ
O cabaré fervia no vaivém das almas perdidas e infelizes
Que transitavam como espectros de almas humanas.
Ora, iam para uma mesa e bebiam uma dose de uísque,
Ora, sentavam em cadeiras e traziam ao colo as damas.
Damas que se travestiam em prostitutas e se ofereciam
Ao primeiro que lhes pagasse uma bebida ou, um presente
Que fosse: linda pedras reluzentes que no escuro brilhavam,
Ou, moedas de prata; bijuterias que as deixavam contentes.
Dentre uma mesa e outra ao som do piano de notas melancólicas
Eu seguia em busca da "princesa" que me fizesse voltar a sonhar
E, na busca, bebia uma dose de absinto e procurava com arguto olhar,
A mais bela; nunca a mais pura, e seguia, na procura insólita,
Ansioso em ter nos braços a "dama", a mais requisitada pelos bêbados.
As luzes se apagaram e sozinho permaneci no bar tomando um gim.
Dos olhos lágrimas escorreram até que uma carícia, um leve afago
Secou-as e ao me voltar deparei com uma prostituta que me disse: SIM.
Sim, a última das perdidas da noite me elegeu para ser o seu amante
Nesta noite em que os desenganados procuram a sorte, e têm a férrea fé,
De que não irão embora sem que uma delas beije o seu falo vibrante.
Enfim, fui infinitamente feliz num aposento mirrado no fundo do CABARÉ.
Que transitavam como espectros de almas humanas.
Ora, iam para uma mesa e bebiam uma dose de uísque,
Ora, sentavam em cadeiras e traziam ao colo as damas.
Damas que se travestiam em prostitutas e se ofereciam
Ao primeiro que lhes pagasse uma bebida ou, um presente
Que fosse: linda pedras reluzentes que no escuro brilhavam,
Ou, moedas de prata; bijuterias que as deixavam contentes.
Dentre uma mesa e outra ao som do piano de notas melancólicas
Eu seguia em busca da "princesa" que me fizesse voltar a sonhar
E, na busca, bebia uma dose de absinto e procurava com arguto olhar,
A mais bela; nunca a mais pura, e seguia, na procura insólita,
Ansioso em ter nos braços a "dama", a mais requisitada pelos bêbados.
As luzes se apagaram e sozinho permaneci no bar tomando um gim.
Dos olhos lágrimas escorreram até que uma carícia, um leve afago
Secou-as e ao me voltar deparei com uma prostituta que me disse: SIM.
Sim, a última das perdidas da noite me elegeu para ser o seu amante
Nesta noite em que os desenganados procuram a sorte, e têm a férrea fé,
De que não irão embora sem que uma delas beije o seu falo vibrante.
Enfim, fui infinitamente feliz num aposento mirrado no fundo do CABARÉ.
PARA UM AMOR QUE JAZEU
Adeus companheira de longas e longas aventuras
Onde compartilhamos alegrias e raras tristezas.
Tivestes sempre em mim o norte e a ventura
De ser amada como o é a mulher da realeza.
Fomos pela vida afora um casal de amantes felizes
Que se amavam doidamente em alcovas tantas.
Porém, atendendo a sina de trair cometeste um deslize
E, se entregastes de corpo e alma para orgias levianas.
Eu sei que a dor da traição desaparecerá como a tempestade
Que assola as árvores; quebra os galhos e, depois, se vai...
Vai-te entregar sem orgulho ou pudor o seu desejo que se esvai
Nos poros suados, quando outro, te possuir, imbuído de leviandade.
Sei e bem sei, que, um dia te arrependerás da sina de agruras,
E, chorarás, recordando, nossas noites, de ternas aventuras.
Onde compartilhamos alegrias e raras tristezas.
Tivestes sempre em mim o norte e a ventura
De ser amada como o é a mulher da realeza.
Fomos pela vida afora um casal de amantes felizes
Que se amavam doidamente em alcovas tantas.
Porém, atendendo a sina de trair cometeste um deslize
E, se entregastes de corpo e alma para orgias levianas.
Eu sei que a dor da traição desaparecerá como a tempestade
Que assola as árvores; quebra os galhos e, depois, se vai...
Vai-te entregar sem orgulho ou pudor o seu desejo que se esvai
Nos poros suados, quando outro, te possuir, imbuído de leviandade.
Sei e bem sei, que, um dia te arrependerás da sina de agruras,
E, chorarás, recordando, nossas noites, de ternas aventuras.
domingo, 1 de novembro de 2015
O SINO
O sino na torre da imponente Matriz
Soava as seis badaladas anunciando a missa
Que atraía as senhoras e as meretrizes
E, mesmo as almas que se faziam omissas.
O padre sempre benévolo aceitava seus cordeiros
Independente se tinham pecado contra a moral.
Assim, lado a lado, ajoelhavam fiéis forasteiros
E, oravam, pedindo ao Criador o perdão final.
Uma tarde, antes da missa começar vislumbrei
Duas senhoras de vidas paralelas e equidistantes:
A primeira quando retirou o véu preto notei
Que tinha o s olhos úmidos e triste o semblante.
A segunda, vestida de um vestido de brilho; cor de carmim,
Não trazia nenhum véu que cobrisse os lábios carnosos
E, tinha os olhos vivos e, no colo ,uma flor de jasmim.
Era, sem dúvida, mais feliz do que a de véu negro.
Por um amigo fiquei sabendo que a sisuda era infeliz
E, que nunca amou em sua vida de austeridade doentia.
Já, a segunda, muito amou e amou, enquanto meretriz,
Das noites de orgias, em que vendia suas carícias.
O sino soou as seis badaladas anunciando a missa
E. lá estava a meretriz ajoelhada frente ao púlpito.
Curioso, procurei a "velha" senhora de preto, vestida,
Não a vi. Soube depois que de desgosto tinha morrido.
Soava as seis badaladas anunciando a missa
Que atraía as senhoras e as meretrizes
E, mesmo as almas que se faziam omissas.
O padre sempre benévolo aceitava seus cordeiros
Independente se tinham pecado contra a moral.
Assim, lado a lado, ajoelhavam fiéis forasteiros
E, oravam, pedindo ao Criador o perdão final.
Uma tarde, antes da missa começar vislumbrei
Duas senhoras de vidas paralelas e equidistantes:
A primeira quando retirou o véu preto notei
Que tinha o s olhos úmidos e triste o semblante.
A segunda, vestida de um vestido de brilho; cor de carmim,
Não trazia nenhum véu que cobrisse os lábios carnosos
E, tinha os olhos vivos e, no colo ,uma flor de jasmim.
Era, sem dúvida, mais feliz do que a de véu negro.
Por um amigo fiquei sabendo que a sisuda era infeliz
E, que nunca amou em sua vida de austeridade doentia.
Já, a segunda, muito amou e amou, enquanto meretriz,
Das noites de orgias, em que vendia suas carícias.
O sino soou as seis badaladas anunciando a missa
E. lá estava a meretriz ajoelhada frente ao púlpito.
Curioso, procurei a "velha" senhora de preto, vestida,
Não a vi. Soube depois que de desgosto tinha morrido.
QUINDIM, BEIJINHOS E BRIGADEIROS
Meu primeiro amor com seus treze anos
Adorava ir às festas de aniversário de crianças
Para se deliciar com os doces e folguedos
Onde ela, bela menina, se divertia com as festanças.
Nestas festas eu a acompanhava e servia de garçom
Para atender seus desejos de provar as guloseimas.
Com esmerada esperteza eu tirava os bombons
Da mesa onde ficavam os doces e as balas coloridas.
Porém, de todos os doces ela adorava somente três
E, me fazia, "roubá-los" em investidas seguidas,
Como um servo, ou melhor, um ladrão sorrateiro.
"Cara de pau" eu ia, pé ante pé, até as bandejas de doces
E, surrupiava, sem medo de ser flagrado as doces iguarias,
Que eram os apetitosos quindins, beijinhos e brigadeiros.
Adorava ir às festas de aniversário de crianças
Para se deliciar com os doces e folguedos
Onde ela, bela menina, se divertia com as festanças.
Nestas festas eu a acompanhava e servia de garçom
Para atender seus desejos de provar as guloseimas.
Com esmerada esperteza eu tirava os bombons
Da mesa onde ficavam os doces e as balas coloridas.
Porém, de todos os doces ela adorava somente três
E, me fazia, "roubá-los" em investidas seguidas,
Como um servo, ou melhor, um ladrão sorrateiro.
"Cara de pau" eu ia, pé ante pé, até as bandejas de doces
E, surrupiava, sem medo de ser flagrado as doces iguarias,
Que eram os apetitosos quindins, beijinhos e brigadeiros.
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