Neste final de domingo quando a tarde some e a noite chega com sua escuridão e seus incontáveis mistérios; quando a televisão só apresenta matérias frívolas, que nada acrescentam em nossa vida; quando os desafios da semana que está breve a nascer parecem intransponíveis; quando a "luta" árdua pela sobrevivência oprime os nossos corações, deixo a realidade tormentosa por uns instantes e passo a recordar os melhores momentos de minha também árdua mas benfazeja infância... infância passada na "ROÇA", mais precisamente no Sítio do Taquaral, no sítio dos Velosos, no Bairro do Pinheirinho e, finalmente no Sertão das Antas, todos no município de Redenção da Serra.
Era criança. Vivi esta vida entre os oito e doze anos de idade.
O que recordo com saudade e com um desejo enorme de voltar no tempo... ser criança novamente e me sentir livre para o que de melhor aconteceu comigo?
RECORDO:
1. O cheiro adocicado e penetrante do capim gordura quando eu ia buscar as vacas no pasto para a ordenha diária;
2. O leite quente e espumoso da vaca Favorita que espirrava na caneca de alumínio contendo no fundo um pouco de açúcar com uma pitada de chocolate em pó (tinha que economizar para que durasse o maior tempo possível.Chocolate era uma raridade);
3. O banho diário na Bica feita de Embaúba, onde escorria a água que vinha do grotão que chegava fria e prateada;
4. A pescaria de lambaris na lagoa após terminar as tarefas diárias ( raspar o esterco do curral, tratar do gado; tratar dos porcos e galinhas etc.);
5. Os mergulhos no ribeirão que serpenteava pelas árvores e matos rasteiros;
6. O almoço em que Mamãe fazia no prato de ágate um delicioso "sortido" onde nunca faltou um ovo frito de gema amarela, alguns torresmos e dois ou três pedaços de carne de porco tirados da lata de banha onde ficavam imersos para não estragarem;
7. Sair a cavalo para ir entregar o leite no "ponto" e me deliciar com o caminhão leiteiro do Juca Bé;
8. Após entregar o leite ir no armazém do João Corrêa para tomar um copo de água tirada da moringa com xarope de limão ou de groselha ( Sítio do Taquaral);
9. Todo dia montar a cavalo e ir até Redenção da Serra para estudar no quarto ano do Grupo Escolar- tinha 9 anos( um percurso de 30 km - ida e volta - Sítio dos Velosos);
10.Os momentos mágicos à beira do fogão de lenha à noite quando meu pai nos contava causos de assombração;
11. O sono delicioso e reconfortante à noite quando deitava na esteira e dormia ouvindo os pios das corujas e os mugidos das vacas chamando seus bezerros;
12. As caçadas com estilingue dos inúmeros tico-ticos que ciscavam os estrumes das vacas atrás dos bichinhos;
13. Assoar o nariz toda manhã na bica de água para tirar a "fuligem" que ficava grudada no nariz pela fumaça da luz da lamparina de querosene;
14. O primeiro sentimento de "amor" da menina vizinha do nosso sítio (Sertão das Antas - Eu tinha 12 anos) que se chamava Dorvalina;
15. A emoção quando deparava com uma cascavel no meio do samambaial ( Eu roçava o pasto toda tarde) e a matava com a foice...
Amigos, é bom eu ir parando com as minhas recordações, pois, os meus olhos já estão lacrimejando.
De tudo isto fica a assertiva: "EU ERA FELIZ E, NÃO SABIA!".
P.S. Na TV o âncora está falando dos corruptos da Lava Jato. Ninguém merece.
ARRE!!!!!!!!!!
domingo, 14 de agosto de 2016
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
PUXANDO A BRASA PARA A MINHA SARDINHA
Que me perdoem os meus leitores a "falsa" modéstia, mas, vou puxar a brasa para a minha sardinha. É o seguinte:
A Academia Taubateana de Letras da qual sou fundador e membro efetivo ( cadeira no. 1) publica bimestralmente o seu jornal denominado O EXPERIMENTAL. E, não é que, neste último eu fui citado por 3 vezes,o que muito me honrou e, feliz, gostaria de participar aos abnegados leitores os conteúdos.
São eles:
1. ACADÊMICO ALDO DE AGUIAR É HOMENAGEADO NO DIA DO ESCRITOR
A Câmara Municipal de Taubaté promoveu no dia 14 de Abril, quinta-feira, às 19 horas e trinta minutos, na Alameda Cultural do Taubaté Shopping, a solenidade comemorativa ao Dia do Jornalista Oswaldo Barbosa Guisard - 64 Semana Monteiro Lobato e ao Dia do Escritor e da Literatura.
Na ocasião os Acadêmicos Professor Aldo de Aguiar, da Academia Taubateana de Letras, ATL, e o Professor, José Eurico de Moraes, da Academia Valeparaibana de Letras e Arte, AVL, indicados pelos seus pares, foram também homenageados.
As Academias de taubaté se sentem honradas por tê-los entre os seus ilustres Acadêmicos.
2. ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA TAUBATEANA DE LETRAS
No dia 24 de junho, em reunião mensal comum da nossa Academia, foi comemorado o aniversário de sua fundação. O fundador desta Academia foi o Acadêmico Prof. ALDO DE AGUIAR, que ocupa a cadeira no. 01, Patrono Monteiro Lobato, que, após inúmeras reuniões numa das salas do prédio onde se localizava o Departamento de Educação, sob a direção da Acadêmica Profa. Maria Mércia Agostinho, formalizou a criação da Academia, já tendo os frequentadores das reuniões levado vários nomes como sugestão para Patronos das 40 Cadeiras. Escolhidos estes, os que se achavam presentes fizeram a escolha de seus Patronos e foi marcada a sessão de instalação da Academia, que foi denominada - também por escolha da maioria - Academia Taubateana de Letras
Estávamos em Junho de 1998. Vale lembrar que o Prof. ALDO DE AGUIAR sempre foi um batalhador pela criação de uma Academia DE LETRAS, em Taubaté, e dessa vez obteve o sucesso desejado. Na comemoração deste 17 aniversário de sua criação ( a instalação foi em 1999), nossos parabéns ao Prof. ALDO DE AGUIAR e a todos os demais Acadêmicos que o ajudaram nessa nobre tarefa, bem como aos que, ao longo desses anos, foram-na engrandecendo cada vez mais
3. A VIDA COMO ELA É
ACADÊMICO TITULAR ALDO DE AGUIAR
CADEIRA No. 1 da ATL
A VIDA COMO ELA É:
É BELA;
É EXCITANTE;
É ROMÂNTICA;
É DESAFIADORA.
EU, SOU, COMO SOU:
APAIXONADO;
POETA;
ROMÂNTICO;
SONHADOR.
TANTO EU, QUANTO A VIDA,
SOMO O QUE SOMOS E, NADA MAIS.
Sempre, eu agradeço às forças do Universo que me deram a oportunidade de me envolver e sair vitorioso em projeto tão magnífico como a Idealização e posterior Fundação da Academia Taubateana de Letras.
A Academia Taubateana de Letras da qual sou fundador e membro efetivo ( cadeira no. 1) publica bimestralmente o seu jornal denominado O EXPERIMENTAL. E, não é que, neste último eu fui citado por 3 vezes,o que muito me honrou e, feliz, gostaria de participar aos abnegados leitores os conteúdos.
São eles:
1. ACADÊMICO ALDO DE AGUIAR É HOMENAGEADO NO DIA DO ESCRITOR
A Câmara Municipal de Taubaté promoveu no dia 14 de Abril, quinta-feira, às 19 horas e trinta minutos, na Alameda Cultural do Taubaté Shopping, a solenidade comemorativa ao Dia do Jornalista Oswaldo Barbosa Guisard - 64 Semana Monteiro Lobato e ao Dia do Escritor e da Literatura.
Na ocasião os Acadêmicos Professor Aldo de Aguiar, da Academia Taubateana de Letras, ATL, e o Professor, José Eurico de Moraes, da Academia Valeparaibana de Letras e Arte, AVL, indicados pelos seus pares, foram também homenageados.
As Academias de taubaté se sentem honradas por tê-los entre os seus ilustres Acadêmicos.
2. ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA TAUBATEANA DE LETRAS
No dia 24 de junho, em reunião mensal comum da nossa Academia, foi comemorado o aniversário de sua fundação. O fundador desta Academia foi o Acadêmico Prof. ALDO DE AGUIAR, que ocupa a cadeira no. 01, Patrono Monteiro Lobato, que, após inúmeras reuniões numa das salas do prédio onde se localizava o Departamento de Educação, sob a direção da Acadêmica Profa. Maria Mércia Agostinho, formalizou a criação da Academia, já tendo os frequentadores das reuniões levado vários nomes como sugestão para Patronos das 40 Cadeiras. Escolhidos estes, os que se achavam presentes fizeram a escolha de seus Patronos e foi marcada a sessão de instalação da Academia, que foi denominada - também por escolha da maioria - Academia Taubateana de Letras
Estávamos em Junho de 1998. Vale lembrar que o Prof. ALDO DE AGUIAR sempre foi um batalhador pela criação de uma Academia DE LETRAS, em Taubaté, e dessa vez obteve o sucesso desejado. Na comemoração deste 17 aniversário de sua criação ( a instalação foi em 1999), nossos parabéns ao Prof. ALDO DE AGUIAR e a todos os demais Acadêmicos que o ajudaram nessa nobre tarefa, bem como aos que, ao longo desses anos, foram-na engrandecendo cada vez mais
3. A VIDA COMO ELA É
ACADÊMICO TITULAR ALDO DE AGUIAR
CADEIRA No. 1 da ATL
A VIDA COMO ELA É:
É BELA;
É EXCITANTE;
É ROMÂNTICA;
É DESAFIADORA.
EU, SOU, COMO SOU:
APAIXONADO;
POETA;
ROMÂNTICO;
SONHADOR.
TANTO EU, QUANTO A VIDA,
SOMO O QUE SOMOS E, NADA MAIS.
Sempre, eu agradeço às forças do Universo que me deram a oportunidade de me envolver e sair vitorioso em projeto tão magnífico como a Idealização e posterior Fundação da Academia Taubateana de Letras.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
INSIDIOSA INDIFERENÇA
Hoje, ela me trata com insidiosa indiferença
Desdenhando as atenções e carinhos oferecidos.
Sou, não mais o preferido e, tenho a crença
De que, aos poucos, serei um amor esquecido.
Antes, éramos um casal que vivia os encantos
Do amor perene, sublime: um idílio celestial.
Porém, sem mais nem menos, para o meu espanto
Ela, passou a me ignorar. Eu, pobre mortal.
Sim, um pobre mortal que se ajoelhou aos pés,
Na tentativa vã de resgatar a atenção sonhada.
Ah, triste quimera, pois, mesmo com a garrida fé,
Só tive dela o olhar mais frio na face enregelada.
Uma dia, não aguentando mais tão maléfica atitude
Disse-lhe, num débil sussurro embasado na crença
De que o amor por mais eterno que seja tem a finitude:
"Mulher, vai-te e leva contigo esta INSIDIOSA INDIFERENÇA!".
Desdenhando as atenções e carinhos oferecidos.
Sou, não mais o preferido e, tenho a crença
De que, aos poucos, serei um amor esquecido.
Antes, éramos um casal que vivia os encantos
Do amor perene, sublime: um idílio celestial.
Porém, sem mais nem menos, para o meu espanto
Ela, passou a me ignorar. Eu, pobre mortal.
Sim, um pobre mortal que se ajoelhou aos pés,
Na tentativa vã de resgatar a atenção sonhada.
Ah, triste quimera, pois, mesmo com a garrida fé,
Só tive dela o olhar mais frio na face enregelada.
Uma dia, não aguentando mais tão maléfica atitude
Disse-lhe, num débil sussurro embasado na crença
De que o amor por mais eterno que seja tem a finitude:
"Mulher, vai-te e leva contigo esta INSIDIOSA INDIFERENÇA!".
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
O QUARTO DE JACK - FILME E LIVRO
Quando assisti o filme " O Quarto de Jack" fiquei impressionado pela saga que passam a mãe e seu filho Jack, enclausurados em um minúsculo quarto por um Psicopata de meia idade, que durante 7 anos mantém a moça prisoneira, abusando sexualmente dela a seu contento. Desta aberração sexual nasce um garoto que é chamado de Jack e que vive à margem da vida real, só assistindo TV. O filme é muito interessante, embora, em algumas cenas a gente chegue às lágimas.
Recomendo que assistem o filme e, se possível, leiam o livro, que é mais completo.
Sobre o livro:
Foi escrito pela escritora EMMA DONOGHUE e publicado pela VERUS EDITORA. O livro tem 350 páginas.
Resenha:
Para Jack, um esperto menino de cinco anos, o Quarto é o único mundo que existe. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, brincam e dormem. Ali há maravilhas infindáveis para soltar sua imaginação. À noite, sua Mãe o fecha em segurança no Guarda-Roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la.
O Quarto é o lar de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a Mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é o suficiente, para nenhum dos dois. A curiosidade de Jack vai crescendo,
assim como o desespero da Mãe, e ela elabora então um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, como está despreparada para fazer o plano funcionar.
Narrado na voz terna, divertida e original de Jack, Quarto é a história de um amor imbatível em circunstâncias atrozes, bem como de laço entre uma mãe e seu filho, com a solidez do diamante. É um romance comovente que choca, arrebata e cativa - mas que é sempre profundamente humano e comovente. Quarto é um lugar que você jamais esquecerá.
Trata-se de ficção, porém, sabemos que hoje, neste instante em que escrevo, milhares de mulheres estão sendo submetidas a Psicopatas travestidos de ovelhas em imundos, horríveis e tétricos " Quartos de Jack".
Recomendo que assistem o filme e, se possível, leiam o livro, que é mais completo.
Sobre o livro:
Foi escrito pela escritora EMMA DONOGHUE e publicado pela VERUS EDITORA. O livro tem 350 páginas.
Resenha:
Para Jack, um esperto menino de cinco anos, o Quarto é o único mundo que existe. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, brincam e dormem. Ali há maravilhas infindáveis para soltar sua imaginação. À noite, sua Mãe o fecha em segurança no Guarda-Roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la.
O Quarto é o lar de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a Mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é o suficiente, para nenhum dos dois. A curiosidade de Jack vai crescendo,
assim como o desespero da Mãe, e ela elabora então um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, como está despreparada para fazer o plano funcionar.
Narrado na voz terna, divertida e original de Jack, Quarto é a história de um amor imbatível em circunstâncias atrozes, bem como de laço entre uma mãe e seu filho, com a solidez do diamante. É um romance comovente que choca, arrebata e cativa - mas que é sempre profundamente humano e comovente. Quarto é um lugar que você jamais esquecerá.
Trata-se de ficção, porém, sabemos que hoje, neste instante em que escrevo, milhares de mulheres estão sendo submetidas a Psicopatas travestidos de ovelhas em imundos, horríveis e tétricos " Quartos de Jack".
sábado, 6 de agosto de 2016
OLIMPÍADAS NO BRASIL
A abertura dos jogos olímpicos 2016 no Brasil, no Estádio do Maracanã, surpreendeu-nos pela criatividade, riqueza de personagens e tema altamente voltado para o socorro do Planeta Terra.Sem margens de dúvidas nada ficou a desejar de outras "aberturas" em países mais ricos e desenvolvidos. Foi um espetáculo rara beleza apresentado pelos nossos artistas, voluntários e equipes técnicas. Agora, só nos resta torcer para que as medalhas cheguem aos borbotões e, atletas capacitados para isso temos, embora, a competição ocorra com atletas de países mais desenvolvidos na área esportiva como os são o Canadá, USA, Austrália , Japão, Coréia do Norte e principalmente a China. Como nada é perfeito ficou a impressão desagradável do logotipo da C & A no paletó dos nossos atletas (Patrocinadora?).
Que venham as medalhas,pois, o BRASILEIRO, não desiste nunca.
Parabéns aos organizadores desta memorável Olimpíada na Cidade Maravilhosa.
Que venham as medalhas,pois, o BRASILEIRO, não desiste nunca.
Parabéns aos organizadores desta memorável Olimpíada na Cidade Maravilhosa.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
O ESTOJO DE MAQUIAGEM
Quando ela partiu esqueceu o estojo de maquiagem
Sobre a penteadeira, ao lado do gato de porcelana.
Saiu, com os cabelos molhados, na doída friagem
Da noite de inverno e, desfilou, como, uma dama.
Sozinho, fiquei na alcova onde a penumbra reinava,
Como ela reinou nos momentos em que me fez feliz.
Embriagado pelo vinho e pelas ardentes carícias,
Sentia-me um robô e, assim já o vinha, pela tarde gris.
Antes de sair do ninho do amor inaudito, vislumbrei
O estojo prateado onde ficava o seu odor de fêmea,
Com gestos trêmulos tive-o nas mãos e, aspirei
Os eflúvios que saíram de sua pele suave e trêmula.
Oh, troféu bendito que hoje guardo em meu quarto
Como se fora o mais requisitado tesouro da Pérsia.
Tenho-o não como um frio objeto feito de alabastro,
Mas, sim, como, o corpo sedutor da mulher-fera.
Nunca mais a vi para lhe devolver o seu estojo fiel
Dela, as notícias feneceram como folhas secas na estiagem.
Porém, ela vive para mim ao lado de uma estrela no céu
E, nunca se apagará enquanto eu tiver o ESTOJO DE MAQUIAGEM.
Sobre a penteadeira, ao lado do gato de porcelana.
Saiu, com os cabelos molhados, na doída friagem
Da noite de inverno e, desfilou, como, uma dama.
Sozinho, fiquei na alcova onde a penumbra reinava,
Como ela reinou nos momentos em que me fez feliz.
Embriagado pelo vinho e pelas ardentes carícias,
Sentia-me um robô e, assim já o vinha, pela tarde gris.
Antes de sair do ninho do amor inaudito, vislumbrei
O estojo prateado onde ficava o seu odor de fêmea,
Com gestos trêmulos tive-o nas mãos e, aspirei
Os eflúvios que saíram de sua pele suave e trêmula.
Oh, troféu bendito que hoje guardo em meu quarto
Como se fora o mais requisitado tesouro da Pérsia.
Tenho-o não como um frio objeto feito de alabastro,
Mas, sim, como, o corpo sedutor da mulher-fera.
Nunca mais a vi para lhe devolver o seu estojo fiel
Dela, as notícias feneceram como folhas secas na estiagem.
Porém, ela vive para mim ao lado de uma estrela no céu
E, nunca se apagará enquanto eu tiver o ESTOJO DE MAQUIAGEM.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
A CAMPA
Era uma tarde fria e cinzenta que caía no cemitério.
Uma neblina toldava a visão que descortinava a paisagem,
Impedindo que os olhos vissem os totens funéreos,
Que se perfilavam dentre as raras e pobres folhagens.
Por entre as vielas repletas de tocos de vela derretidos,
Eu, seguia, como um autômato à procura da Campa Santa.
De quando em quando o meu coração sangrava, ferido,
Pela perda da moça da trança sedosa, comprida e, loura.
Sim, a perdi em um tempo remoto que não sei precisar,
Nem mesmo dela ainda hoje consigo uma imagem real.
Sei e muito sei que vivi só para a idolatrar...
Ah, destino ingrato que a levou para a morada celestial.
Num repente, eis-me frente à tumba encardida pelo tempo,
Pelas ervas e líquens que hoje formam sua bela trança.
Cabisbaixo, dobro os joelhos e relembro o belo rosto
E, choro, por ter herdado um cemitério de desesperança.
Uma neblina toldava a visão que descortinava a paisagem,
Impedindo que os olhos vissem os totens funéreos,
Que se perfilavam dentre as raras e pobres folhagens.
Por entre as vielas repletas de tocos de vela derretidos,
Eu, seguia, como um autômato à procura da Campa Santa.
De quando em quando o meu coração sangrava, ferido,
Pela perda da moça da trança sedosa, comprida e, loura.
Sim, a perdi em um tempo remoto que não sei precisar,
Nem mesmo dela ainda hoje consigo uma imagem real.
Sei e muito sei que vivi só para a idolatrar...
Ah, destino ingrato que a levou para a morada celestial.
Num repente, eis-me frente à tumba encardida pelo tempo,
Pelas ervas e líquens que hoje formam sua bela trança.
Cabisbaixo, dobro os joelhos e relembro o belo rosto
E, choro, por ter herdado um cemitério de desesperança.
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