segunda-feira, 19 de abril de 2010

10 LIÇÕES POÉTICAS PARA VIVER COMO RICO, GANHANDO POUCO E DEVENDO MUITO!

A partir de hoje, estarei a cada dia, durante 10 dias, escrevendo para os meus bloguistas, uma lição poética para, como diz o título: " VIVER COMO RICO, GANHANDO POUCO E DEVENDO MUITO". No começo, quando me veio esta idéia num sonho, pensei em quanto seria difícil encontrar 10 lições que ensinem a viver como rico, ganhando pouco e devendo muito. Por diversas noites e dias, quedei-me a pensar em como atingir este objetivo, pois, é notório que só se vive como rico quem ganha muito e nada deve, ou, se deve, tem $$$ para saldar seus compromissos e viver em paz.
Desde que o mundo é mundo, quando o homem das cavernas inventou a moeda de troca ( no início), o ser humano vem lutando árduamente para alcançar a riqueza. Assim é que, das mais variadas maneiras, ele se lança de corpo e alma na difícil missão de "ganhar dinheiro" e desfrutar das benesses que o " vil" metal proporciona. Às vezes passa a vida toda nesta batalha e acaba sucumbindo no dia certo de sua vida, sem nunca ter alcançado esta façanha e, deixa este planeta como chegou: sem nada!
O meu intento é deixar estas 10 lições poéticas para as pessoas que lutaram incessantemente pelas coisas que a riqueza proporciona e não as alcançaram. ( É o meu caso).
Para que estas "lições" exerçam transformação nas pessoas, é imprescindível que as mesmas possuam alta sensibilidade e vontade de ser feliz, já que a felicidade é um dom maior que todo ser humano busca, indiferente de ser rico ou não.
Hoje, fica registrado este prólogo. Amanhã, prometo, escreverei a primeira lição.

O RATO QUE RUGE!

Era uma vez, num casarão, alguns ratos estavam passando por apuros; amedrontados e acovardados pela presença de um gato que ficava diuturnamente de tocaia na frente do buraco da toca dos trêmulos roedores habitantes de esgotos e imundas vielas. A situação estava insustentável quando um dos roedores teve a idéia de pendurar no pescoço do terrível felino um chocalho, pois, argumentou, assim que o inimigo chegar a gente escuta o barulho e foge. É claro que a idéia foi logo aceita por todos, mas... Ficou a pergunta no ar: "Quem de nós vai pindurar o chocalho no pescoço do inimigo?" Fez-se silêncio na toca e claro, ninguém se apresentou para a missão suicida. Assim, por esta fábula, podemos deduzir de que rato é sempre rato e nunca vai se transmudar em leão. Pode até rugir, mas continuará a ter medo, ou seja, a ser sempre rato.
Caso idêntico aconteceu e está acontecendo na cidade maravilhosa, ou seja, no Rio de Janeiro. Como sabemos a cidade está insfestada de "ratos" de duas pernas, que circulam livremente pelos becos, vielas e esgotos tanto das favelas quanto das regiões mais valorizadas, infestando os moradores decentes com seus cheiros nauseabundos; impregnando tanto o ar quanto as residências com suas tendências pestilentas: Roubo, tráfico, suborno, assassinatos, falcatruas...
Um destes ratos pertencente a "casta" mais nobre viu-se de uma hora para outra perseguido e jurado de morte por uma facção contária a sua e teve num atentado sobrevivido, porém, ocorreu a morte de seu filho de 17 anos( sorte ou castigo?). Trata-se de Rogério Andrade, sobrinho do bicheiro Castor de Andrade e chefe da máfia de caça-níqueis da cidade maravilhosa. Já condenado em anos anteriores a 18 anos de prisão( cumpre a pena em liberdade) por formação de quadrilha armada, corrupção ativa e contrabando veio a público pedir proteção à polícia como se cidadão honesto fora. Ora, seria o cúmulo a polícia carioca atender tal pedido, mesmo por que, além de bandido, ainda possue como sabemos uma arsenal muito mais poderoso do que a que detém a força policial. É o "rato" que ruge... mas, na hora que a coisa fica feia, guincha baixinho e corre tentando se esconder debaixo da proteção da força policial legalmente constituída. Acredito e todos os cidadãos de bem deste nosso Brasil acreditam que as autoridades policiais da cidade maravilhosa não darão a mínima por tal pedido esdruxúlo, mesmo porque, se assim o fizer, será a mais completa desmoralização do poder público constituído. Vamos deixar o "rato" pendurar o chocalho no pescoço do seu inimigo e, quem sabe, assim uma ninhada de ratos pestilentos, deixará de existir.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

HUMANO, DEMASIADO HUMANO

O livro "Humano, Demasiado Humano" é uma genealogia do pensamento moderno.
Nietzsche analisa os mais diversos aspectos do pensamento de sua época e procura estabelecer uma ligação entre o passado bárbaro da humanidade e o estado em que se encontra o pensamento filosófico, científico, religioso de sua época( século XIX) e tenta vislumbrar as perspectivas para um progresso do mesmo num periodo pós-moderno da Europa e da humanidade inteira.
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Humano, demasiado humano é um livro de história, sem ser história; é um livro de filosofia, sem ser preferencialmente filosofia; é um livro de vida, vida espiritual, vida intelectual, vida racional, vida presente, vida humana.
Ciro Mioranza

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Rocken, Alemanha no dia 15 de outubro de 1844.
Atingido por crises de loucura em 1889, passou os últimos anos de sua vida recluso, vindo a falecer no dia 25 de agosto de 1900, em Weimar.
Nietzsche era dotado de um espírito irrequieto, perquiridor, próprio de um grande pensador. De índole romântica, poeta por natureza, levado pela imaginação, Nietzsche era o tipo de homem que vivia recurvado sobre si mesmo.
Emotivo e fascinado por tudo o que resplende vida, era ao mesmo tempo sedento por liberdade espiritual e intelectual; levado pelo instinto ao mundo irreal, ao mesmo tempo era apegado ao mundo concreto e real; religioso por natureza e por formação, era ao mesmo tempo um demolidor de religiões; entusiasta defensor da beleza da vida, era também crítico feroz de toda fraqueza humana; conhecedor de si mesmo, era seu própio algoz; seu espírito era campo aberto em que irromperam as mais variadas tendências, sob a influência de sua agitada consciência.
Espírito irrequieto e insatisfeito, conciência eruptiva e crítica, vivia uma vida de lutas contra si mesmo, de choques com a humanidade, de paradoxos sem limite. Assim era Nietzsche.
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PRINCIPAIS OBRAS:

A gaia ciência (1882
A genealogia da moral (1887)
Além do bem e do mal (1886)
A origem da tragédia ( 1872)
Assim falava Zaratrusta (1883)
Aurora (1881)
Ecce-Homo ( 1888)
Humano, demasiado humano (1878)
O anticristo ( 1888)
O caso Wagner ( 1888)
Opiniões e sentenças misturadas ( 1879)
O viajante e sua sombra ( 1879)
Vontade de potência ( 1901)
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Afccionado que sou pelo grande filósofo Nietzsche, adquiri com alegria toda a sua obra e, sempre que possa degusto-a com 0 maior prazer.
Hoje, deixo registrado alguns pensamentos do livro em epígrafe. Espero que o amigo leitor também aprecie o renomado escritor.

166. O público

O povo não exige nada mais à tragédia que ser bem comovido para poder aliviar-se uma vez ao menos pelas lágrimas; o artista, pelo contrário,vê a tragédia nova, encontra sua satisfação nas invenções e nos artifícios técnicos engenhosos, no tratamento e na divisão do assunto, no novo jeito conferido a velhos motivos, a velhas idéias. Sua atitude é a atitude estética diante da obra de arte, aquela do criador; a primeira descrita, que considera unicamente assunto , é aquela do povo. Do homem que fica entre ambas não terá nada a dizer, não é povo nem artista e não sabe o que quer: por isso sua satisfação é confusa e medíocre.

319. Bom escritor de cartas

Aquele que não escreve livros pensa muito e vive numa sociedade que não o satisfaz, poderá em geral ser um bom escritor de cartas.

519. A verdade com Circe *
De animais o erro fez homens. A verdade estaria em condições de refazer do homem um animal?
* Homero narra na obra Odisséia que a feiticeira Circe transformou os companheiros do herói Ulisses em porcos.

530. Gênio Tirânico
Quando, numa alma, um prazer incoercível desperta e não cessa de alimentar o fogo, então um talento até mesmo medíocre( nos políticos, nos artistas) se torna aos poucos uma força quase irresistível.

Para saber mais sobre Nietzsche leia o romance de Irvin D. Yalon: " Quando Nietzsche chorou".
Assista tambem o filme de mesmo nome.
Estou às ordens para emprestar todos os livros citados.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

DUDU NOBRE REJEITA BOMBOM

Está na mídia: o famoso cantor carioca de samba, Dudu Nobre recusa " Bombom". Tá aí uma notícia que mexeu comigo, pois, todos sabemos o quanto " Bombom" é uma iguaria dos deuses.
Desde criança que sonhamos em comer "bombom". Quem não se lembra com saudade dos deliciosos "Diamantes Negros". Eram irresistíveis. O problema é que não tínhamos "cacife" para comê-los. Toda noite, me lembro, dormia e sonhava que estava comendo um " bombom". Era uma fantasia de criança que ficava só na vontade.. Depois, já adolescente, ganhando uns trocados, reservava um pouco dos mirrados $$$ para comer um "bombom"; claro, nunca equiparados ao "Bombom" recusado pelo famoso artista. Creio que o sambista se empanturrou de "Bombom", pois, chegar ao cúmulo de trocar a fechadura da porta para que a delicioso manjar não lhe chegasse às mãos pode ser esta a explicação e, tudo aconteceu depois da Páscoa, quando sabemos que os mais privilegiados se lambuzam de " Bombom". Quisera eu ter às mãos o "Diamante Negro" recusado pelo colega do Zeca Pagodinho; com certeza iria devorá-lo com requintes de um mendigo esfomeado.
Ah, pelo sim, pelo não, a partir de hoje deixo a porta da minha casa entreaberta... quem sabe o " Bombom" recusado pelo Dudu Nobre, resolve aparecer, trazido por um coelhinho até mim e, então poderei realizar as minhas fantasias de criança, ou seja, dormir apertando junto ao peito o delicioso "Bombom" enjeitado pelo não "Bombolatra" Dudu Nobre.

terça-feira, 13 de abril de 2010

DIA DO BEIJO

Hoje, nós, poetas e românticos e demais mortais, comemoramos o DIA DO BEIJO. Creio que de todas as infindáveis comemorações pelo ano a dentro esta é uma das mais significativas. Realmente quem não gosta de um beijo? ( Acho que só Jesus não gostou do beijo de Judas). Um beijo, não importa se dado com amor ou com amizade, só vem para aumentar a nossa auto-estima. É claro que o beijo dado e recebido com amor, paixão e desejo tem mais sabor... mas, de qualquer modo, um beijo é um beijo e, sempre trás consigo consequências benéficas. Caro leitor ou leitora, beije, beije e beije, não só hoje, mas todos os dias do ano. Beije com amizade; beije com carinho; beije com paixão... nunca deixe de beijar, mesmo que receba o apelido de "beijoqueiro ou beijoqueira", é bem melhor do que ser chamado de insensível; ríspido ou mal humorado... Ah. só não beije como Judas... ninguém merece.
Um beijo com amor para minha companheira, Edna.
Um beijo fraterno em todos os meus amigos bloguistas!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO... UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, cantada em verso e prosa pelos poetas e artistas espalhados pelo nosso Brasil, vê-se hoje de luto. Centenas de vidas se perderam dentre lama, barro e entulhos. Assistir pela televisão tão grande e bárbara catástrofe, faz-nos sentir o quanto somos pequenos e insignificantes perante a mãe Natureza. Já há de muito que tragédias como esta vem acontecendo em lugares impróprios para se residir: Morros e Vales ladeados ou envoltos por condições inadequadas quem gerem segurança. Assim é que, hoje, vivemos a tragédia do Rio de Janeiro, Niterói e cidades periféricas. Casas rudimentares sem a mínima estrutura são erguidas sem planejamento ou assistência dos órgãos públicos e amontoadas vão se espalhando pelos morros e encostas. Constituem o que se chama de " Favelas" que se espalham como se foram formigas em um formigueiro sem "rainha". O caos se estabelece e cada um se vira como pode. Não existe acompanhamento por parte dos órgãos assistenciais, saúde, higiene e educação do poder público, que , aliás, representado pela sua imensa maioria por corruptos, se preocupam sómente e tão sómente em roubar, deixando a classe menos favorecida entregue à sua própria sorte, ou melhor, ao azar. Alguns dias de chuva e a tragédia se consumou.
Não precisa ser cientista, arquiteto ou engenheiro para saber que em lugares assim é mais provável vivenciar tragédias do que um clima de segurança. Há alguns meses tivemos a tragédia de Angra dos Reis e, o que foi feito pelas autoridades municipais, estaduais e federal?,nada, a não ser brigar por "roialtys" e ficar anunciando sem fim os benefícios do tão cantado "PAC" ( o filão de ouro das empreiteiras) mas, de concreto mesmo em benefício da classe menos favorecida, NADA!
Que Deus em sua infinita misericórdia se apiede de tantas almas sofridas ( parentes que se foram) e ilumine a cabeça dos políticos para que encontrem uma solução urgente para resolver o problema de moradia nos morros cariocas e das demais cidades de nosso querido Brasil.
Estou triste por tanta tragédia em tão pouco tempo!

terça-feira, 30 de março de 2010

UMA BUSCA INCESSANTE PELO INEXISTENTE!

Hoje, pelo caminho, quando dei conta de mim,
aterrorizado, vi, que não era eu...
Vi que quem caminhava sem ao menos mover
os pés, não era eu...
Ora, pensei, se não era eu, então, quem era?
De pensar, me cansei e, parei, para descansar.
Mas, pensei, por que estou cansado, se não sou
eu que ando?
Ofegante, pús-me a massagear os pés que não existiam...
Existiam sim, dois cotos pendentes dos membros retorcidos.
O sol em todo o seu esplendor sentou-se ao meu lado
E, pôs-se a brincar com os farrapos de roupa que me vestiam...
O vento vinha e ia; quando vinha ficava um pouco e se divertia,
mas, quando ia, ia sério e, nem ao menos olhava para trás.
Credo!, pensei com os meus poucos botões que restavam,
Se saí e até agora não andei, então, por que os pés se gastaram?,
e os ossos estão impregnados de poeira, sujos de dar nojo?
Não tive resposta, pois, o vento, assoviando uma canção, partiu.
Ficou o sol, escaldante e pegajoso...
Que me pegou pelo torso e me fez caminhar... caminhei até que vi...
Vi um vulto que me perseguia, que não se desgrudava de mim...
Parei!, ele parou também!
Segui, ele seguiu também!
Chorei!, ele riu em altas gargalhadas!
Lamentei!, ele bendizeu as pedras e os buracos!
Caí!, ele deitou-se ao meu lado e permaneceu solídário!
Argumentei!, e ele respondeu-me o que eu não queria escutar...
Por fim, um réptil se condoeu de mim e me fez ver
o que eu não queria ver e nem saber:
Não era eu quem caminhava, mas sim, a sombra do meu desterro.
Agora, neste caminho compreendi a minha triste sina:
Estou sempre a buscar incessantemente o inexistente.
O sol se foi!
O vento se foi!
A noite chegou!
E, eu, nunca mais, fui!