quinta-feira, 30 de abril de 2015

CAVAQUINHO, VIOLA E VIOLÃO.


São eles, três instrumentos, de cordas retesadas,
Que juntos produzem belas melodias prazerosas.
Animando festas até altas horas da madrugada
Dedilhados que são por mãos rudes ou formosas.

O cavaquinho, pequeno em sua forma, mas de som mavioso,
Repica as modinhas que embalam as rodas de cantoria
Suas cordas tesas tremem sob as unhas do jovem tocador
Quando interpreta o consagrado “Tico-tico, no fubá”.

Já a viola com suas doze cordas plange belas “modas de viola”,
Nos bailes da roça, onde dançam sensuais mulatas encardidas.
À volta da fogueira, à luz das labaredas, delas, a mais formosa,
Requebra as ancas atiçando a sanha da turba que a admira.

Já o violão com seu formato de mulher plena e voluptuosa
Explode pelo ar morno dos confins melodias doídas, plangentes.
Ah!, explode também o meu coração a escutar a musica predileta:
Mágoas de Caboclo...”Cabocla, o teu olhar está me dizendo...”.

Enfim, são três instrumentos que acalentam corações apaixonados,
Ou, então, corações saudosos, de amores que se findaram.
Ouço-os e sinto a alma a se desprender de mim num arroubo
E, choro, ao saber que suas notas musicais, na solidão, desvaneceram

quarta-feira, 29 de abril de 2015

RETORNO ÀS ATIVIDADES LITERÁRIAS

Nesta Terça feira retornei de Fortaleza , onde passei belos dias de namoro com a natureza maravilhosa do Ceará; suas lindas praias; suas falésias e dunas e, também, os bugs fantásticos, isto, para não falar do mar de um azul intenso. Deliciei-me com as caipirinhas (pinga) e com as cervejas geladas refestelado nas cadeiras dos quiosques à beira-mar. É muito bom a vida de rico (por alguns dias). Agora, de volta à terra natal, é enfrentar os problemas do dia a dia e com muito custo guardar alguns "trocados" para uma próxima viagem. Como não poderia deixar de ser, comprei um livro do Escritor Cearense, JOSÉ DE ALENCAR, que nasceu em Mecejana em primeiro de maio de 1829 e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1877. Escreveu dezenas de romances entre os mais conhecidos estão O GUARANI; IRACEMA. Comprei TIL, um romance cuja trama se passa no interior paulista. É maravilhoso. Terminei de lê-lo no avião, no regresso. Recomendo-o aos os amantes da leitura de um excelente livro.

domingo, 19 de abril de 2015

MERECIDAS FÉRIAS.

Do dia 20 ao dia 27 do corrente estarei em férias na cidade maravilhosa de Fortaleza. As belas praias. o beach parque e as comidas típicas me esperam. O poeta também necessita de descanso, mas, não será impossível, ao cair da tarde, uma inspiração adentrar neste cérebro e criar um poema.
Até logo mais...

2 ÓTIMOS LIVROS PARA LEITURA.

Hoje, recebi pelo correio 2 livros que tinha comprado. São eles:

1. STEVE JOBS por WALTER ISAACSON, da Companhia das Letras, com 607 páginas;

2. A TRAGÉDIA SHAKESPEARIANA - HAMLET, REI LEAR, OTELO E MACBETH, de A. C. BRADLEY, MARTINS FONTES, com 480 páginas.

Sobre o primeiro uma pequena resenha contida na orelha do livro:
Ao nascer, foi entregue para adoção por sua mãe solteira. Na escola, destacou-se tanto pela sua inteligência como pela indisciplina e molecagem.
Aos 15 anos, teve um primeiro emprego na HP, comprou um carro velho e passou a fumar maconha.Aos 17, foi morar com a namorada. Aos 19, descalço, vegetariano radical e zen-budista, consumidor de LSD, largou a Faculdade e arranjou um emprego na Atari, onde quase ninguém suportava sua arrogância e seu mau cheiro. Na mesma época, fez uma peregrinação de sete meses à Índia. Aos 20, associou-se ao gênio Steve Wozniak e abriu uma firma chamada APPLE. Aos 25, já era milionário. Aos 30, foi expulso de sua própria empresa. Doze anos depois, voltou para salvá-la da falência e transformá-la na empresa mais valiosa do mundo. Este breve resumo anedótico não dá conta da alta complexidade da vida de Steve Jobs, ídolo dos amantes da tecnologia avançada e homem de muitas qualidades e muitos defeitos. Esta biografia, escrita a seu pedido quando lutava contra o câncer, é mais um exemplo dos paradoxos de alguém conhecido pelos controle de tudo aos seu redor. Ao contrário de muitos biografados recentes e seus herdeiros, ele deixou claro que em nenhum momento, interferiria na execução do texto, nem exigiria ler o manuscrito antes de sua publicação...
Este é um livro sobre a vida de altos e baixos e a personalidade intensa e abrasadora de um empreendedor criativo, cuja paixão pela perfeição e cujo ímpeto feroz revolucionaram seis indústrias: computadores pessoais, filmes de animação, música, telefones, tablets e publicação digital. Uma história que serve ao mesmo tempo como lição e advertência, onde não faltam inovação, talento, ousadia e liderança.

Sobre o segundo uma resenha da contracapa do livro:
"A tragédia Shakespeariana de A.C. Bradley, é sem dúvida, o livro mais influente sobre a obra de Shakespeare já publicado. Influenciou várias gerações de críticos literários no mundo anglo-americano desde sua publicação em 1904. H0je, que interesse teriam o leitor brasileiro e o estudante de Shakespeare em elr este estudo de 1904, quando há tantas outras visões mais modernas disponíveis sobre o Bardo?
Em primeiro lugar, Bradley ajuda o leitor a se aproximar das tragédias de Shakespeare por meio da sua comparação entre os elementos da tragédia grega e a tragédia Shakespeariana, destacando as características próprias da obra de Shakespeare. Em segundo lugar ele analisa as tragédias principais: HAMLET, OTELO, REI LEAR E MACBETH.Suas análise são minuciosas, sempre se concentrando no desenvolvimento das personagens, ou, como diz Bradley, no "caráter em ação".
Apesar do detalhamento, o texto de Bradley nunca é difícil ou chato, e às vezes o autor é levado por seu próprio entusiasmo por Shakespeare a escrever passagens altamente líricas.

Como sempre estão à disposição para empréstimos.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O CACHECOL AMARELO!


Era a garota que povoava meus sonhos:
Linda, inteligente, jovial e inocente.
Por ela perdi muitas noites de sono,
E, fiz, do dia a dia, uma procura demente.

Vê-la toda tarde debruçada sobre a janela
Do casarão que habitava na pequena cidade
Fazia a minha alma sonhar sonhos de quimera,
Na ânsia de ganhar um gesto,um aceno de saudade.

Oh!, tardes outonais que me prometiam a alegria
Num olhar esquivo; num voltear da face amada.
Assim, de tarde em tarde ia contemplá-la distraída
A sonhar com seus beijos ou com sua tez afogueada.

O vento outonal lambiscava o seu pescoço esguio
Causando-lhe frêmitos pela pele fresca e sedosa.
Quantas vezes pude lhe ver as mãos sobre o pescoço
Na tentativa de aquece-lo...Oh, como era formosa.

Num gesto ousado, um dia, ofereci-lhe um cachecol
De lã, amarelo, para aquece-la nas tardes sem fim.
Graciosamente, pegou-o e me falou como um rouxinol:
_ Obrigada, usarei-o, sempre que o frio não se apiedar de mim.

Por muitas e muitas tardes quedei-me a cismar, até que o sol
Nasceu atrás das montanhas anunciando a primavera radiante.
Ah!, que saudades senti das tardes em que ficávamos a sós:
Ela, o meu eterno sonho e ele, as minhas mãos: O CACHECOL.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

DIA DO ESCRITOR.


COMEMORA-SE HOJE DO DIA NACIONAL DO ESCRITOR E DA LITERATURA. ESTIVE NO PERÍODO DA MANHÃ NA CÂMARA MUNICIPAL QUE FEZ UMA HOMENAGEM AOS ESCRITORES TAUBATEANOS. É UMA DURA REALIDADE PARA NÓS, HOJE EM DIA, TRABALHARMOS A LITERATURA. PESQUISA RECENTE MOSTROU QUE 70% DOS BRASILEIROS NÃO COMPRAM E NEM LEEM UM LIVRO DURANTE O ANO. SE O ESCRITOR FOR VIVER DE SEUS LIVROS ELE MORRE DE FOME. DIFERENTE DE BUENOS AIRES E OUTRAS CAPITAIS EUROPEIAS, ONDE EXISTEM MAIS LIVRARIAS DO QUE BARES. ADEMAIS, NINGUÉM SE LEMBROU DESTA DATA... O NEGÓCIO É PARTIR PARA O PUNK E SAMBAS DE GAFIEIRA... O POVO APRECIA MAIS. PELO SIM, PELO NÃO, VOU CONTINUAR ESCREVENDO MEUS POEMAS, ROMANCES, CONTOS E CRÔNICAS.
PARABÉNS A NÓS, ESCRITORES DESTE BRASIL ILETRADO.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A PIPA!

Para construir a pipa usei retalhos de seda
Das cores dos olhos e dos lábios da mulher amada.
Usei as tranças loiras perfumadas e sedosas
Para dar forma a extensa e linda rabiola.

Fi-la, com o formato de um indescritível coração,
Tomando o meu, como modelo, para a arte imaginada.
Acrescentei como gravuras os mistérios e encantos dela,
E, ao espaço, a coloquei, sentindo a alma encantada.

A brisa amena balouçava-a pela tarde primaveril
Levando-a para um lado e outro sem rumo e norte.
Junto a ela balouçava o meu coração, já, senil,
Recordando o tempo de moleque, em que me sentia forte.

Oh!, doidos tempos que passaram como o vento passa
Dentre as nuvens das ilusões que um dia eu vivi.
Hoje, sou a pipa que teme a brisa; quanto mais, a nevasca,
E, se intimida pela altura e se desfaz em desmaio servil.

Mas, mesmo assim, prefiro ser pipa que se eleva ao universo
Do que ser um verme que rasteja desiludido da vida que teve.
Balouça e balouça a pipa e o coração deste solitário verve
Dentre as nuvens de sonhos desfeitos, que os tem, imersos.

Dela, quem sabe, um dia devolverei os encantos que a mim cedeu
Para construir o brinquedo que me fez sentir por momentos,
Um homem pleno, ou talvez, um menino que a juventude perdeu.
Sobe pipa, sobe e desaparece dos meus dias de tormento