quinta-feira, 26 de novembro de 2015

RETRIBUIÇÃO DE UM PRESENTE RECEBIDO

Hoje, um amigo dileto me presenteou com dois pneus para o meu carro. Realmente, eles já estavam oferecendo risco à minha vida. Fazendo uma análise criteriosa de minhas posses vi que só podia trocá-los no ano vindouro. Sabendo disso, esse dileto amigo se prontificou a resolver tão grave problema doando-me os pneus. Assim´é, que, lá pelas cinco horas da tarde a oficina me ligou e me avisou de que o serviço estava pronto. Ao dirigir o carro com os pneus novos senti que estava trafegando nas nuvens de tão macio que ficou. Sentindo-me seguro no volante veio-me o sentimento de gratidão e, de que, deveria também presenteá-lo. Quando chegou a noite não tive nenhuma dúvida e dei de coração uma das estrelas mais lindas do Universo ao meu querido benfeitor. Como poeta ( a grana não gosta de poetas) fiz o impensável para qualquer mortal: Dei o nome do meu amigo à belíssima estrela, o qual peço licença para não declinar o seu nome, mas, os mais íntimos sabem do seu nome e afetuoso gesto.
Caro amigo, para você eu deixo a seguinte promessa: Assim, que eu tomar coragem eu venderei cinco centímetros do Universo estrelado (Eu sou dono do Universo inteiro) e lhe darei uma Ferrari e um Iate. Creio que quando eu escutar o Cauby cantando BASTIDORES e tiver um bom vinho à mesa eu tomarei esta dolorida decisão... Você merece!
Obrigado!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SONETO DA PROCURA

Por onde tu andarás mulher bela e exótica
Que me fez o homem mais feliz em anos idos,
Quando a mocidade sorria para mim, embora,
Já estivesse calejado por amores findos.

Tu eras a alegria que reinava em meu coração
Quando, juntos, falávamos de tudo ou de nada.
Vê-la, era, para mim, a felicidade em explosão
E, ao nos despedirmos a alma se despedaçava.

Vivemos uma vida sem fim, porém, sendo o futuro
Uma incógnita, que não queríamos decifrá-la,
Temerosos de que o "adeus" viesse como verdugo,

E, nos tirasse o amor que cultivávamos com loucura,
Embalados pela singeleza das carícias sonhadas.
Oh! mulher bela e exótica, estou a tua procura.




domingo, 22 de novembro de 2015

SONETO DO MEU PADECER

Sei que padeço e muito, muito, padeço,
Pela desilusão de um amor que enfim,
Terminou e, por ele, pago um alto preço,
Por crer que ela pertenceria sempre a mim.

Oh!,credulidade que nos faz aceitar juras,
Nos momentos em que nos tornamos insanos,
E, cremos que a mulher amada tem a alma pura,
Nunca, um coração, repleto de tantos enganos.

Hoje, quando a verdade explodiu em lavas lodosas
Enlameando-me o corpo no seu visgo de mentiras,
Choro um choro convulsivo pelo mar de malícias

Em que ela soçobrou e nunca mais emergiu airosa.
Amanhã, um outro dia raiará em meu jeito de viver,
Para ser feliz com outra mulher e, nunca mais, padecer.


sábado, 21 de novembro de 2015

O CIMO DA MONTANHA


Por um tempo que não sei precisar fiquei deitado no sopé da montanha. Estava extenuado pela penosa caminhada que vinha fazendo desde que deixei de existir como homem e resolvi me transformar em um lagarto. Não sei explicar o porquê de escolher um réptil para me substituir como humano. Pensei algumas vezes em me transformar em aranha; escorpião; sapo e até, acreditem, em minhoca.Mas, assim, que deitei no sopé da montanha me fiz lagarto e, procurei me esconder do sol abrasador entrando num monte de folhas e gravetos ressecados. Até o cair da noite, descansei, recuperando as forças perdidas na longa peregrinação. Para matar a fome e a sede devorei alguns tolos insetos que passavam por mim, me ignorando como se eu continuase a ser aquele ser insiginificante de um dia atrás. Quando o sol raiou eu iniciei a subida até o cimo da montanha me rastejando e machucando o ventre com os pedregulhos ponteagudos que cobriam os trilhos feitos por algum outro animal. A dor não me incomodava. Incomodava sim, o calor abrasante que tostava o meu corpo e me fazia silvar de sede. Por um certo tempo, voltei ao estágio de "homo sapiens" e calculei, agora de pé, a distância que ainda faltava para atingir o meu intento. Como "humano" dei algumas passadas, porém, em segundos me dobrava para trás e perdia o terreno conquistado. Banhado de suor, pensei comigo: "estou vivendo a mesma maldição de Sísifo". Já, no estágio de lagarto venci umas dezenas de metros e cansado, me enfurnei numa toca de tatu para me refrescar e passar a noite. O dia amanheceu claro e fresco. Aproveitei a ausência do sol e rastejei até o cimo da montanha e, lá cheguei,estropiado e alquebrado... Um homem-lagarto desprovido de sensação e vontade de viver. Num breve sacolejar do corpo doído e lanhado, me despedi do lagarto com uma leve carícia no seu dorso frio e luzidio e me fiz homem novamente. A metamorfose não durou mais que alguns décimos de segundo. Estático, permaneci até que o sol se pôs e a Lua me inundou com seus raios argênteos. No lusco-fusco da noite visualizei uma pedra que se projetava para o abismo e nela eu imaginei ver (miragem?) uma prancha de piscina que estava um pouco acima de um mar azul e plácido. Achando que um mergulho nas águas tépidas me fariam desistir da intenção de me suicidar pulando no vazio abissal que se descortinava perante mim (alguns minutos antes) trepei na pedra, ou melhor, na prancha e mergulhei de encontro ao embate sensual das águas. Por algumas horas me vi imergindo num mar sem fim. Uma aragem fresca refrescava o meu corpo e continuei imergindo... imergindo... imergindo. Até que, alcancei o fundo e só então me dei conta de que estava grudado num terreno seco, árido e escaldante. Tentei emergir, mas, os braços e pernas não reagiam. Aos poucos a vista foi se turvando e deixei de enxergar. O tempo que passou não sei calcular. A noite e o dia se foram e outro dia chegou e, então senti sobre o meu corpo despedaçado o andar sacolejante de um lagarto que pouco a pouco me devorou. Quando me senti dentro do estômago do réptil agradeci a "quem quer que seja" que me deu este destino... O destino de rastejar ao invés de andar como um homem.
E, tudo aconteceu, no cimo da montanha.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A ESCOLHIDA


Para ele dentre todas ela foi a escolhida
Embora, muitas delas o tivessem seduzido.
Porém, para ele, ela tinha um "quê" de malícia,
Que o fazia sentir-se dos rivais, o escolhido.

Assim, ambos, em suas escolhas norteadas pelo amor
Desenvolveram durante décadas um relacionamento feliz.
Ela, satisfazendo seus desejos numa entrega sem pudor;
Ele, se entregando sem limites, nu, sem nenhum verniz.

O tempo passou e a maturidade deste amor se consolidou
Apesar de alguns percalços se enredassem nestas vidas.
Mas, que são desavenças senão o molho que validou

A veracidade de uma noite em que se encontraram
E, se conheceram pela primeira vez e então a sina
De estarem juntos perdurou e, nunca mais, se separaram.

domingo, 15 de novembro de 2015

A BARBÁRIE DA FRANÇA


O que se pode dizer sobre a terrível carnificina ocorrida na cidade luz? Quando se trata de uma barbárie como esta ficamos todos paralisados, sem ação para dizer o que sentimos. Sabemos sim, que se trata de uma "guerra" sem limites e sem medir as consequências, não importando quem serão os atingidos; que pagarão com suas vidas a loucura de outros seres "humanos" que vivem num estado de espírito mais para o inferno do que para o paraíso celestial que acreditam alcançar com seus atos terroristas. Na Idade Média já tivemos as famosas "Guerras Santas", onde se matava sem dó nem piedade, ancorado na obediência à Deus. Mas, que Deus é esse que exige a morte de milhares e milhares de pessoas inocentes? Uma das famosas leis da Física afirma: " A TODA AÇÃO, UMA REAÇÃO...". É evidente que as Nações atingidas pelos fanáticos terroristas serão retaliadas, também, sem dó, nem piedade. E, assim, uma ação, desencadeia outra reação. Até quando o homem dito "inteligente" neste planeta vai continuar com seus atos insanos? Alguém já ouviu falar de uma guerra entre leões; rinocerontes; girafas; gafanhotos, escorpiões etc.? A cada dia que passa o "Homo sapiens" está regredindo e, continuando assim, logo, muito logo, voltará a habitar as cavernas. Einstein. declarou: a primeira guerra foi com fuzis; a segunda com bomba atômica; a terceira será com bomba de hidrogênio e a quarta será com paus e pedras.
É o que nos espera com os fanáticos e assassinos do Estado Islâmico; do Talibã; dos países que vivem em constante conflito e, dos "idiotas" que se julgam os "deuses" do certo e do errado e cometem estas atrocidades.
Hoje, voar em gigantescas aeronaves, em trens; em navios, bem como frequentar casas de espetáculos; estádios de futebol etc., é uma temeridade.
Que as almas dos mortos na capital da França, descansem em paz e, que as almas dos terroristas mortos vão para o inferno (embora eu não acredite nem em céu e nem em inferno).
Que o "Ente Supremo" criador deste Universo nos proteja.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

MAIS UMA VITÓRIA DA BIBLIOTECA

Ontem, a Diretoria Executiva do TCC, apresentou a planilha orçamenária e fiquei muito feliz quando vi que a mesma está solicitando $115.000,00 para o Conselho e , que deverá ser usado na reforma do Casarão e instalação da Biblioteca. Acredito que nos meados dos segundo semestre a Biblioteca estará instalada e funcionando.
De imediato estou pensando em colocar na Sauna uma estante de aço com mais ou menos 300 títulos de minha propriedade. É a semente da Biblioteca que será plantada. Acredito que deverei ficar sem uns 20% dos livros, mas, o livro deve circular e não ficar empoeirado nas estantes. Com o passar do tempo o cidadão vai se conscientizar de que após ler o livro, deverá devolvê-lo. Não podemos desanimar. Um homem que lê, é um novo cérebro para melhorar o nosso Brasil.

"SOMENTE OS CÉREBROS NEBULOSOS É QUE SE COLOCAM NA CONTRAMÃO DA CULTURA".

Vou à luta! Quem viver, verá!