quinta-feira, 29 de março de 2018

FERIADOS PROLONGADOS

Enfim, chegamos à Semana Santa. Temos um final de semana prolongado visto que em Taubaté, segunda feira é feriado. Muitos vão descer para o litoral, outros subir a serra, no meu caso específico vou para o sítio do meu amigo Laércio, no pé da serra de Ubatuba.É um lugar lindo, aprazível, onde em frente da casa serpenteia um rio de águas claras e limpas formando logo mais abaixo uma série de cachoeiras próprias para se refrescar.
Aproveitarei a paz e tranquilidade do local para repor minhas energias e criatividade. Após sete meses, andando pelo Vale das Sobras da Morte, nada mais justo que desfrute do paraíso. Neste breve tempo estarei ausente do blog, pois, lá não tem internet.
Feliz páscoa para os meus fiéis seguidores.

terça-feira, 27 de março de 2018

UMA GARIMPAGEM PRODUTIVA

Na semana que passei em Caraguá e em uma visita que fizemos no Shopping, tive a oportunidade de passar alguns bons momentos na Livraria Nobel, quando tive a felicidade de encontrar um livro maravilhoso que o comprei imediatamente. Trata-se do livro : 501 GRANDES ESCRITORES - BIOGRAFIA DO ESCRITOR, QUE DESCREVE ALGUNS TRECHOS DOS LIVROS, AS PRINCIPAIS OBRAS E RETRATOS DAS CAPAS DOS LIVROS.
TRATA-SE DE UM GUIA ABRANGENTE SOBRE OS GIGANTES DA LITERATURA. TAL OBRA FOI PUBLICADA PELA SEXTANTE, COM 638 PÁGINAS.
É UMA OBRA PARA SE LER DIARIAMENTE.
QUEM SABE SE NA PRÓXIMA EDIÇÃO EU SEREI O NÚMERO 502... SONHAR NÃO CUSTA NADA E FAZ BEM PARA A ALMA.
RECOMENDO AOS MEUS SEGUIDORES SUA AQUISIÇÃO E LEITURA.

segunda-feira, 26 de março de 2018

FRENTE AO MAR



Estou frente ao mar.
Estou triste,pois, as ondas chegam até mim impetuosas
e, ao me sentirem , recuam assustadas.
Por que elas me temem?
Não sou facínora e nem mesmo as odeio...
ao contrário, as amo.
Estou triste!
As lágrimas vertem dos meus olhos e
se misturam com as espumas alvas...
Aproximo-me mais... Passos cambaleantes
e me atiro nas águas mornas como se fora
a saliva da mulher amada.
Imerso, sinto que não mais me temem e,
num abraço cheio de luxúria
me arrastam para a misteriosa alcova..
O fundo do mar... morada de Netuno.
Sou feliz... estou feliz...
Sou POETA!

Este poema é o primeiro criado por mim depois do terrível
susto de sete meses. Criei-o, frente ao mar, na praia Martim de Sá
em Caraguá, em 14-3-2018.

ENSAIO SOBRE A FOME ... TRÊS CONTOS MINIMALISTAS BASEADOS EM DITOS POPULARES



1. JOSIAS, ESPECTRO DE HOMEM, PELO CORPO MIRRADO, OLHOS ESBUGALHADOS E, ETERNAMENTE MORTO DE FOME, SEMPRE CHOROU, O LEITE DERRAMADO.


2. PARA MALAQUIAS, SEMPRE QUE A FOME APERTAVA, ELE DESAPERTAVA O CINTO DE COURO E, COM AVIDEZ, COMIA UM PEDAÇO DO CINTO, ENTRE EM FURO E OUTRO.


3. VIRIDIANA VIVIA A SONHAR COM UM FAVO DE MEL. QUANDO ACONTECEU DE GANHAR ALGUNS FAVOS, AO INVÉS DE SE LAMBUZAR, ENGOLIU-OS TODOS E, MORREU SUFOCADA.

ALDO AGUIAR




sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

VERSOS ÍNTIMOS





Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro da tua quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável.


Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.


Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

AUGUSTO DOS ANJOS

Cruz do Espírito Santo - PB , 1884
Leopoldina-MG , 1914


INTERPRETANDO ESSE SONETO ACHEI POR BEM ACRESCENTAR UMA MINHA OBSERVAÇÃO:

O SACO DE PLÁSTICO DO SUPERMERCADO QUE CARREGA MEIO QUILO DE CONTRA-FILÉ, DIAS DEPOIS, VAI CARREGAR, MEIO QUILO, DE COCÔ DE CACHORRO...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

PROSEANDO & PROVANDO... DE POESIA






CALHANDRA


Quando a calhandra cantar ao alvorecer
E de mim sua alma soturna se despedir,
Creia-me, mulher querida, meu corpo irá jazer
No sepulcro da saudade e, sepulto, terá a alma a exaurir.


Calhandra, não cates, peço-te tristonho,
Aquietas-te em teu refúgio nas ramagens floridas,
Pois, não te ouvindo, não despertarei dos meus sonhos
E permanecerás então comigo a mulher de minha vida.


Mas impõe-te cantar o destino inexorável,
Desapiedado do triste destino do meu desterro.
Pela campina verdejante , ecoa o teu canto afável.



Canta calhandra, canta; não te impostes com o meu chorar,
Deixe a de mim, amante infeliz, dar o adeus nos acenos...
Acenos que se perdem e se confundem com o meu muito penar.


DO LIVRO: CONFIDÊNCIAS DA ALMA
EDIVALE - 1988
PÁGINA 51

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

PROSEANDO & PROVANDO... DE POESIA








CABELOS EM DESALINHO



Quando me deito, no colo da amada,
Recosto a cabeça em seus seios mornos
Neste momento, durmo e sonho em paz
Sabendo que suas mãos acariciam meus cabelos.


Não importa se tenho os cabelos penteados
Lisos ou em mechas brancas e macias
Sei apenas que ela os enrola em seus dedos
Numa sensual, porém, terna, carícia.



Passado um tempo em que me sinto um rei,
Reergo a cabeça da carne morena e perfumada
E, como um gato sonolento me espreguiçarei



Sentindo no rosto a essência dos seus carinhos.
Oh! Deus como sou feliz em ter as mãos benditas
Em minha cabeça; em meus cabelos em desalinho.


Do Livro : CORAÇÃO SANGRANDO
EDIVALE- 2016
PÁGINA 42