quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A FELICIDADE DO POETA

A felicidade do poeta é saber que existem flores; pássaros e estrelas.
Por que mais?
Basta somente aquilo que deixa o poeta feliz.

A VIDA COMO ELA É

A VIDA COMO ELA É:

É bela;
É excitante;
É romântica;
É desafiadora.

Eu, sou, como sou:

Apaixonado;
Poeta;
Romântico
Sonhador.

Tanto eu, quanto a vida, somos o que somos e, nada mais.

O MEU ANIVERSÁRIO

Hoje é o meu aniversário. Faço 65 anos. Estou feliz e a vida me é feliz. Estou na Argentina, mais precisamente em Buenos Aires ao lado da minha querida esposa Edna. Viemos pra cá dia 05 e vamos ficar até o dia 09. Não existe, creio eu, um lugar mais atraente e romântico de que Buenos Aires. Adoro esta cidade com seus prédios europeus; o clima ameno e principalmente o vento da tarde que açoita com suavidade a nossa testa. Tudo aqui é maravilhoso. Hoje estivemos no "CAMINITO". Quanta poesia exala nos ares. Mais à noite iremos no ESQUINA GARDEL, casa de tango onde cearemos e assistiremos o espetáculo de tango. Até o dia de embarcarmos desfrutaremos das delícias deste recanto.
Ah, ia me esquecendo: ganhei um BULOWA da Edna.
O Hotel é simplesmente maravilhoso e fica na região central.
Arre de tanto degustar carnes macias acompanhadas de suaves e perfumosos vinhos.
A vida, hoje, posso afirmar com convicção está toda voltada para me fazer feliz.
Após tantas idas e vindas o poeta achou o seu PORTO-SEGURO.
AGRADEÇO AOS AMIGOS SINCEROS QUE ME AJUDARAM A ENCONTRÁ-LO.
O POETA DEITOU AMARRAS NOS VERGALHÕES DO PORTO.

sábado, 3 de setembro de 2011

SONETO DE EXAUSTÃO

Estou exausto. Minhas carnes tremulam de desejos frementes
E, trêmulas, exalam pelos poros o perfume da pele suave e tépida
Que veste o corpo da mulher, que, a mim, se uniu eternamente
Formando um corpo uno; nunca mais duas almas paralelas.


A exaustão que sinto me faz o vivente mais feliz do universo;
Mais feliz do que os deuses que habitam o Monte Olimpo;
Do que os beija-flores que osculam os botões entreabertos,
Ou mesmo, dos amantes que julgam serem, dos mortais, os preferidos.


Por uma eternidade almejei com esperança, amor e tenacidade,
A união destas duas almas que nunca, por um momento, se curvaram,
Mas, sim, lutaram com forças desmedidas olvidando os percalços.


Hoje, posso dizer com o coração repleto de alegria e febril felicidade
De que as desilusões, intrigas e desavenças pelo éter se esfumaram,
Dando lugar à posse total... uma posse desmedida que me deixa EXAUSTO.

terça-feira, 30 de agosto de 2011


FRUTOS PROIBIDOS


Dois frutos maduros, suculentos e apetitosos
Balouçam impelidos pelo arfar do colo sedutor,
Como se duas maçãs balouçassem no galho frondoso
À espera da boca atrevida do audaz galanteador.

Pássaros multicoloridos esvoaçam entorno dos frutos
Na esperança ferrenha de por eles ser eleitos à mesa farta.
Assim como eles os meus lábios também dardejam
Entorno dos frutos alvos e trêmulos - ânforas tumefactas


Possuí-los é o mesmo que possuir tesouros inauditos;
É o mesmo que possuir os astros do universo sidéreo;
É o mesmo que possuir a alma em seu obscuro mistério.


Sei que nunca os terei à mesa, pois, são frutos proibidos,
E, como tais, pertencem, sim, aos reis, imperadores e príncipes.
Frutos proibidos – seios almejados... objetos da minha estulticie.


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RODA-GIGANTE



Roda gigante que roda imitando doidos ébrios
Impelida pelos eflúvios que exalam das bocas
Que se beijam ávidas por beijos nas carícias loucas
Dadas pelos amantes sob o manto do negrume sidéreo.

Balouçam pelos ares almas e corações apaixonados
Desprendidos do perigo que paira na altura estonteante.
Oh!, criaturas, que desdenham a cautela e excitantes
Pendem para os lados e frente e explodem em doces afagos.


Bancos outrora frios e agora cálidos e aconchegantes,
Abrigam casais repletos de alegria, amor e desejos,
De um porvir risonho inundado por um oceano de beijos.


Roda-gigante que roda a despeito do meu olhar suplicante
De girar, girar e girar pelo espaço e noite do meu querer.
Roda-gigante – peço-te: gire, e não se importe como meu sofrer.




terça-feira, 23 de agosto de 2011

UMA CARÍCIA DESMEDIDA



Meus olhos a fitá-la imploravam.
Imploravam o que não sei descrever.
Só sei que tanto os meus olhos quanto o meu corpo
Imploravam.
De tanto implorar eu tinha os membros e entranhas doídos.
Doídos de uma dor que não sei descrever.
Uma dor desmedida.
A alma também implorava.
E, como toda alma, implorava, sem sentir dor.
Mas, a dor que sentíamos era envolvente e tomava conta de tudo.
Tomava conta do espaço; da noite; do dia; do vento; do silêncio e dos meus gritos.
Os meus olhos a fitá-la perdiam vida e sem vida não tinham viço.
Sem viço permaneciam vítreos e embaçados... duas miçangas sem valor.
Valor não se mede com alegria mas, sim, com dor,
Portanto, meus olhos, ou as miçangas passam a ter valor.
Sofro por implorar aquilo que talvez ela não queira me dar.
Por que temos que implorar o impossível?
É bem mais fácil almejarmos o exequível... sofremos menos.
Porém, por um século os meus olhos ao fitá-la vêm implorando num arroubo desmedido.
Implorando o que?
O que eles imploram com perseverança e magnitude ela bem o sabe.
Ela sabe dos meus anseios; dos meus desejos; das minhas aspirações... ela sabe tudo.
Os meus olhos a fitá-la imploram,
Imploram tão somente UMA CARÍCIA DESMEDIDA.